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Editorial: A violência que a cidade rica não liga nem quer saber

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Sandro Peixoto e Victor Viana

 

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As grades do condomínio São pra trazer proteção Mas também trazem a dúvida Se é você que tá nessa prisão – O Rapa

Búzios, oitavo destino turístico internacional do Brasil não é assim tão diferente das outras cidades brasileiras. Temos todos os problemas nacionais. Saneamento básico e educação deficiente, e violência em ascensão.  Prova maior da falta de segurança são os movimentos sociais dos últimos dias. As reuniões de Segurança, em especial as do Coletivo, deram mais ibope que capitulo final de novela da Globo. Muita coisa foi dita, pouca coisa foi aproveitada e no final das contas surgiu a ideia que parece à primeira vista ser, a solução de todos os problemas. Um sistema de monitoramento por câmeras de vídeo.

Não entraremos aqui no mérito da questão, afinal, diferente dos participantes das reuniões do Conselho de Segurança, somos ( Nós do Prensa de Babel) leigos em se tratando de segurança pública. Ninguém vai negar que uma cidade monitorada é mais segura. Mesmo que as câmeras sirvam apenas para reconhecer o criminoso, no caso. Afinal, um sistema de monitoramento sem um apoio para a devida reação é meio que enganador. Colocar câmeras é fácil e até barato. Criar e manter um sistema de reação à altura 24 horas são outros cinco milhões e quinhentos. No mínimo.

 

Tudo isso acima foi dito (enchemos bem a linguiça né) apenas para chamar a atenção para uma situação tão corriqueira nos bairros da periferia que as pessoas residentes nesses locais nem se espantam mais. A turma da cidade rica, que toma café da manhã com croissant e gargareja com champanhe francês, no entanto, não sabe e não quer saber. Nos bairros da Rasa, Vila Verde, Cem Braças e adjacências a morte ronda noite e dia. E não estamos falando de morte morrida, do fim natural da vida sim, de morte violenta. Geralmente provocada por tiros de armas automáticas. Números precisos não temos, mas por ano, dezenas de jovens são assassinados nos bairros acima citados. O  tráfico de drogas é o principal motivo.

Essa dura verdade, no entanto, nunca levantou uma sobrancelha da turma que no momento grita por mais segurança. Enquanto os pobres morriam perfurados na periferia, nada de reação na Casa Grande. Para muita gente boa, isso é normal. Pobre é sinônimo de Favela que é sinônimo de bandido. Violência nesses locais é normal-  acreditam. A situação atual é a seguinte: parece que Búzios era um paraíso até ontem, um oceano de paz e segurança. Somente agora que a violência chegou à fronteira imaginaria entre ricos e pobres o negócio começou a feder. Em 2012 teve um reunião de segurança no Bosque De Geribá (vejam como o problema é antigo) – na casa de uma das moradoras (um dos assinantes desse editorial estava lá) e a grande ideia da maioria  dos presentes ( insistiam nisso com tesão até) era uma cancela na via que dá acesso ao bairro de Cem Braças (sem comentários).

Algumas reações são patéticas. Briga-se pela própria segurança, e não do coletivo. Eu fui roubado! Me assaltaram! Invadiram minha casa! As reclamações são particulares e a esperança de mudança passa primordialmente pela melhoria da “minha” segurança.

 

Óbvio que ninguém aqui é maluco ao ponto de negar a importância da segurança Pública. Um país que se pretende civilizado a questão da segurança é de suma importância. Não à toa, as nações onde a qualidade de vida é de excelência, a violência social é quase zero. As relações interpessoais respeitosa é condição sine qua non para se alcançar a civilidade.

 

Para terminar um lembrete. A violência estava nos cercando há anos. Fechamos os olhos por comodidade e deu no que deu. Abrimos um parêntese sobre a questão do estupro. Este é um problema mais profundo: estupro é uma triste cultura e não deixou de acontecer com a prisão do rapaz que é o principal acusado de ter praticado os dois últimos casos recentemente divulgados. Infelizmente mulheres e outros vulneráveis estão sendo estupradas agora, em muitos casos no seio familiar. Não dá pra monitorar o interior das casas das pessoas. O que faremos?

Toc,Toc,Toc. Favor não abrir a porta. Pode ser uma bala perdida te procurando.

https://prensadebabel.com.br/index.php/2017/02/22/buzios-cada-vez-mais-perto-de-implantar-o-monitoramento-por-cameras-em-toda-cidade/

Editorial: A violência que a cidade rica não liga nem quer saber

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Sandro Peixoto e Victor Viana

 

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As grades do condomínio São pra trazer proteção Mas também trazem a dúvida Se é você que tá nessa prisão – O Rapa

Búzios, oitavo destino turístico internacional do Brasil não é assim tão diferente das outras cidades brasileiras. Temos todos os problemas nacionais. Saneamento básico e educação deficiente, e violência em ascensão.  Prova maior da falta de segurança são os movimentos sociais dos últimos dias. As reuniões de Segurança, em especial as do Coletivo, deram mais ibope que capitulo final de novela da Globo. Muita coisa foi dita, pouca coisa foi aproveitada e no final das contas surgiu a ideia que parece à primeira vista ser, a solução de todos os problemas. Um sistema de monitoramento por câmeras de vídeo.

Não entraremos aqui no mérito da questão, afinal, diferente dos participantes das reuniões do Conselho de Segurança, somos ( Nós do Prensa de Babel) leigos em se tratando de segurança pública. Ninguém vai negar que uma cidade monitorada é mais segura. Mesmo que as câmeras sirvam apenas para reconhecer o criminoso, no caso. Afinal, um sistema de monitoramento sem um apoio para a devida reação é meio que enganador. Colocar câmeras é fácil e até barato. Criar e manter um sistema de reação à altura 24 horas são outros cinco milhões e quinhentos. No mínimo.

 

Tudo isso acima foi dito (enchemos bem a linguiça né) apenas para chamar a atenção para uma situação tão corriqueira nos bairros da periferia que as pessoas residentes nesses locais nem se espantam mais. A turma da cidade rica, que toma café da manhã com croissant e gargareja com champanhe francês, no entanto, não sabe e não quer saber. Nos bairros da Rasa, Vila Verde, Cem Braças e adjacências a morte ronda noite e dia. E não estamos falando de morte morrida, do fim natural da vida sim, de morte violenta. Geralmente provocada por tiros de armas automáticas. Números precisos não temos, mas por ano, dezenas de jovens são assassinados nos bairros acima citados. O  tráfico de drogas é o principal motivo.

Essa dura verdade, no entanto, nunca levantou uma sobrancelha da turma que no momento grita por mais segurança. Enquanto os pobres morriam perfurados na periferia, nada de reação na Casa Grande. Para muita gente boa, isso é normal. Pobre é sinônimo de Favela que é sinônimo de bandido. Violência nesses locais é normal-  acreditam. A situação atual é a seguinte: parece que Búzios era um paraíso até ontem, um oceano de paz e segurança. Somente agora que a violência chegou à fronteira imaginaria entre ricos e pobres o negócio começou a feder. Em 2012 teve um reunião de segurança no Bosque De Geribá (vejam como o problema é antigo) – na casa de uma das moradoras (um dos assinantes desse editorial estava lá) e a grande ideia da maioria  dos presentes ( insistiam nisso com tesão até) era uma cancela na via que dá acesso ao bairro de Cem Braças (sem comentários).

Algumas reações são patéticas. Briga-se pela própria segurança, e não do coletivo. Eu fui roubado! Me assaltaram! Invadiram minha casa! As reclamações são particulares e a esperança de mudança passa primordialmente pela melhoria da “minha” segurança.

 

Óbvio que ninguém aqui é maluco ao ponto de negar a importância da segurança Pública. Um país que se pretende civilizado a questão da segurança é de suma importância. Não à toa, as nações onde a qualidade de vida é de excelência, a violência social é quase zero. As relações interpessoais respeitosa é condição sine qua non para se alcançar a civilidade.

 

Para terminar um lembrete. A violência estava nos cercando há anos. Fechamos os olhos por comodidade e deu no que deu. Abrimos um parêntese sobre a questão do estupro. Este é um problema mais profundo: estupro é uma triste cultura e não deixou de acontecer com a prisão do rapaz que é o principal acusado de ter praticado os dois últimos casos recentemente divulgados. Infelizmente mulheres e outros vulneráveis estão sendo estupradas agora, em muitos casos no seio familiar. Não dá pra monitorar o interior das casas das pessoas. O que faremos?

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