De volta ao lar

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Por Sandro Peixoto

A foto divulgada pela comunicação do governo de Búzios sobre a viagem da comitiva organizada pela prefeitura para participar do rio Boat Show revelou que o governo aumentou seu poder perante o legislativo. Como se sabe o prefeito só tinha (????) 4 dos noves vereadores eleitos. Uma minoria perigosa, pois bastava um pular para a oposição para as coisas complicarem. Maioria mínima (5X4) contra atrapalha, mas maioria absoluta (6X3) pode aprovar até o afastamento do Executivo. Mas como sabemos, vereador gosta mesmo é de prefeito eleito. Afinal, não basta se eleger, pois com o salário que ganha na câmara é impossível manter sua base de apoio político.

Valmir Nobre
O vereador Nobre é o primeiro da esquerda

Vereador que deseja crescer politicamente ou continuar se reelegendo tem que colar no Executivo e tentar emplacar o máximo de amigos e eleitores em cargos públicos. Não estou dizendo que foi isso que aconteceu, mas é assim que costuma ser. Vereador algum apoia o prefeito por coerência ou por vontade de ajudar a cidade. Troca o apoio por cargos para aumentar seu poder de barganha frente ao eleitorado. Pode-se dizer que existem exceções, aceito o contraponto, mas infelizmente no Brasil a regra é o velho “é dando que se recebe”.

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A volta ao lar do vereador Zé do Caixão (ops, digo Walmir Nobre) ao governo não tem nada de novo nem deve ser motivo de surpresa. Sempre que pode, Walmir sempre esteve no governo. Seu estilo de fazer política, baseado na fisiologia, na distribuição de favores, só funciona se tiver acesso ao Poder Executivo. Como um simples legislador, como um mero fiscal do Executivo, Walmir não vai a lugar nenhum. Para se manter vivo politicamente ele precisa que algumas pessoas morram. Então entra em ação e ajuda a família com velório e sepultamento. Esse é seu principal papel político, por assim dizer, e muitos brasileiros não só admiram como acreditam que é importante ter alguém assim na câmara. Uma espécie de despachante do além.

Walmir voltar ao governo é na verdade uma obrigação moral (sei que essa palavra na política não tem o peso real) afinal, deve sua eleição aos quase 4 anos que ficou no governo fazendo favores ao povo durante o primeiro mandato de André. Saiu no apagar das luzes acreditando que o prefeito não iria se reeleger. Usou e abusou do governo e saiu de fininho de olho numa nova liderança, algo que não se realizou. Walmir ficou no mato sem cachorro. Ou melhor: no cemitério sem defunto e sem caixão para fazer votos.

Não havia outro jeito. Para continuar fazendo proselitismo funerário, teve que voltar a sentar no colo do prefeito. O legal de tudo isso foi o que aconteceu na viagem ao Rio. Quem estava presente informou que Walmir foi e voltou elogiando os olhos do prefeito, a camisa do prefeito, o perfume do prefeito, o sapato do prefeito, o bom gosto do prefeito, o time do prefeito, as unhas do prefeito….

https://prensadebabel.com.br/index.php/2017/04/08/o-tatui-que-subiu-na-vida/

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