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Cidades

cidade-sem-iptu-em-dia

 

Por Sandro Peixoto

 

As sociedade buziana é engraçada: entrega a chave da cidade para o prefeito tomar conta e não lhe dá as condições mínimas necessárias. É como se contratasse um jardineiro e não lhe desse nenhum insumo para cuidar das flores. Sem demérito, o prefeito é o caseiro do município. Além de cuidar da educação e da saúde de todos, tem que manter a cidade limpa e ordenada. Mas sem recursos nada pode fazer. Até hoje, mais de 50% da população buziana ainda não pagou o IPTU de 2016. Isso sem falar em ISS e outros tributos como IPVA. Para piorar, com a queda dos Royalties de petróleo, a cidade recebeu quase 20 milhões  a menos. Com a crise, a receita proveniente do ICMS caiu também e a prefeitura está sem condições de pagar suas contas em dia. O salário  dos funcionários públicos no entanto está quitado.

Como miséria pouca é bobagem as áreas da educação e Saúde Pública também foram afetadas. A educação, por causa da crise econômica, muitos pais tiraram seus filhos da rede privada e jogaram na pública. Na saúde a coisa foi pior ainda. Os municípios vizinhos quebraram literalmente, e fecharam varias unidades de saúde. O hospital de Búzios por dois anos atendeu grande parte dos pacientes da região. Sufocada, a secretaria municipal de saúde não encontrou outra saída senão fechar a recepção do hospital que continua funcionando normalmente, mas a triagem do atendimento passou para um posto ao lado da Policlínica, no bairro de Manguinhos.

Não tomasse essa atitude, em poucos dias os recursos dotados na Secretaria de Saúde não seriam suficientes para atender nem os moradores da cidade. Foi uma decisão extrema, mas necessária. No entanto, sem os recursos dos impostos o prefeito não tem como honrar os compromissos com as empresas prestadoras de serviços. Por isso o prefeito André encaminhou a câmara de vereadores um Projeto de Lei Complementar que autoriza o município pedir emprestado 30  milhões de reais para adequar o caixa. Para viabilizar o pagamento do empréstimo o prefeito solicitou aumento na taxa de lixo. Como esperado teve gente protestando.

Hoje paga-se muito pouco pela coleta. Os comércios então nem se fala. Nas capitais os grandes produtores de detritos, como shoppings e boates, são obrigados a recolherem seu lixo. Em Búzios a cobrança sempre foi quase linear, ou seja, grande e pequenos pagam quase a mesma coisa. A prefeitura de Búzios gasta por ano 8 milhões de reais apenas com a coleta de lixo. Varrição, poda, e recolhimento de entulhos. São 300 por tonelada transportada mais 160 para depositar os mesmos mil quilos no aterro de São Pedro da Aldeia- que é para aonde vão nossos detritos. Com a nova lei, definida a cobrança pela UPFM(Unidade Padrão Fiscal Municipal) um grande hotel ou mesmo um grande condomínio vão pagar um pouco mais. Isso se chama justiça tributária.

O interessante foi ver pessoas quem nunca tiveram interesse pela cidade(e os que tiveram foram escusos) protestando na câmara contra o projeto. Estavam lá os candidatos derrotados pelo povo na ultima eleição. Cláudio Agualusa – que precisou da ajuda do waze para achar a Casa Legislativa, afinal jamais havia pisado naquele lugar, Alexandre Martins, cujo pai é dono do imóvel onde funciona a Casa, e Mirinho Braga, que como sempre não se misturou com ninguém e ficou lá embaixo. Politicamente Mirinho sempre foi preconceituoso. Jamais se misturou com quem não fosse do seu grupo.  Por isso virou um anão político e arrastou para a sarjeta todos que o seguiram na ultima eleição.

Ninguém gosta de pedir dinheiro emprestado. Nenhum prefeito quer ver sua cidade suja, com postes apagados, sem educação e saúde. Alguns podem até gostar. Nosso prefeito André definitivamente não é um desses. Tentou de todas as maneiras resolver os problemas de caixa com economia. Não fez festa da cidade, demitiu um monte de gente, desligou ar-condicionado, usou sempre seu próprio automóvel para ir trabalhar, reviu contratos, e buscou parceria no estado e no governo federal para trazer obras para a cidade. Quem não quer entender o que está se passando no Estado do Rio de Janeiro, e principalmente nas cidades que dependem bastante dos Royalties do petróleo, ou é cego ou leviano.

O problema é que cego fala. E as vezes falam besteiras, pois opinam sobre o que não enxergam. Já os levianos, esses tentam se passar por santos. Fingem brigar por uma causa quando na verdade estão apenas ventilando seus nomes de olho no cargo de prefeito. A quem pensam que enganam? Prefiro os cegos. Esses ao menos erram por não ver, e não por ver demais como os levianos.

 

https://prensadebabel.com.br/index.php/2016/12/21/50-dos-iptus-de-buzios-nao-sao-quitados-e-prejudica-municipio/

https://prensadebabel.com.br/index.php/2016/12/20/protesto-na-sessao-da-camara-de-vereadores-de-buzios/

 

A conta é de todos

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Por Sandro Peixoto

 

As sociedade buziana é engraçada: entrega a chave da cidade para o prefeito tomar conta e não lhe dá as condições mínimas necessárias. É como se contratasse um jardineiro e não lhe desse nenhum insumo para cuidar das flores. Sem demérito, o prefeito é o caseiro do município. Além de cuidar da educação e da saúde de todos, tem que manter a cidade limpa e ordenada. Mas sem recursos nada pode fazer. Até hoje, mais de 50% da população buziana ainda não pagou o IPTU de 2016. Isso sem falar em ISS e outros tributos como IPVA. Para piorar, com a queda dos Royalties de petróleo, a cidade recebeu quase 20 milhões  a menos. Com a crise, a receita proveniente do ICMS caiu também e a prefeitura está sem condições de pagar suas contas em dia. O salário  dos funcionários públicos no entanto está quitado.

Como miséria pouca é bobagem as áreas da educação e Saúde Pública também foram afetadas. A educação, por causa da crise econômica, muitos pais tiraram seus filhos da rede privada e jogaram na pública. Na saúde a coisa foi pior ainda. Os municípios vizinhos quebraram literalmente, e fecharam varias unidades de saúde. O hospital de Búzios por dois anos atendeu grande parte dos pacientes da região. Sufocada, a secretaria municipal de saúde não encontrou outra saída senão fechar a recepção do hospital que continua funcionando normalmente, mas a triagem do atendimento passou para um posto ao lado da Policlínica, no bairro de Manguinhos.

Não tomasse essa atitude, em poucos dias os recursos dotados na Secretaria de Saúde não seriam suficientes para atender nem os moradores da cidade. Foi uma decisão extrema, mas necessária. No entanto, sem os recursos dos impostos o prefeito não tem como honrar os compromissos com as empresas prestadoras de serviços. Por isso o prefeito André encaminhou a câmara de vereadores um Projeto de Lei Complementar que autoriza o município pedir emprestado 30  milhões de reais para adequar o caixa. Para viabilizar o pagamento do empréstimo o prefeito solicitou aumento na taxa de lixo. Como esperado teve gente protestando.

Hoje paga-se muito pouco pela coleta. Os comércios então nem se fala. Nas capitais os grandes produtores de detritos, como shoppings e boates, são obrigados a recolherem seu lixo. Em Búzios a cobrança sempre foi quase linear, ou seja, grande e pequenos pagam quase a mesma coisa. A prefeitura de Búzios gasta por ano 8 milhões de reais apenas com a coleta de lixo. Varrição, poda, e recolhimento de entulhos. São 300 por tonelada transportada mais 160 para depositar os mesmos mil quilos no aterro de São Pedro da Aldeia- que é para aonde vão nossos detritos. Com a nova lei, definida a cobrança pela UPFM(Unidade Padrão Fiscal Municipal) um grande hotel ou mesmo um grande condomínio vão pagar um pouco mais. Isso se chama justiça tributária.

O interessante foi ver pessoas quem nunca tiveram interesse pela cidade(e os que tiveram foram escusos) protestando na câmara contra o projeto. Estavam lá os candidatos derrotados pelo povo na ultima eleição. Cláudio Agualusa – que precisou da ajuda do waze para achar a Casa Legislativa, afinal jamais havia pisado naquele lugar, Alexandre Martins, cujo pai é dono do imóvel onde funciona a Casa, e Mirinho Braga, que como sempre não se misturou com ninguém e ficou lá embaixo. Politicamente Mirinho sempre foi preconceituoso. Jamais se misturou com quem não fosse do seu grupo.  Por isso virou um anão político e arrastou para a sarjeta todos que o seguiram na ultima eleição.

Ninguém gosta de pedir dinheiro emprestado. Nenhum prefeito quer ver sua cidade suja, com postes apagados, sem educação e saúde. Alguns podem até gostar. Nosso prefeito André definitivamente não é um desses. Tentou de todas as maneiras resolver os problemas de caixa com economia. Não fez festa da cidade, demitiu um monte de gente, desligou ar-condicionado, usou sempre seu próprio automóvel para ir trabalhar, reviu contratos, e buscou parceria no estado e no governo federal para trazer obras para a cidade. Quem não quer entender o que está se passando no Estado do Rio de Janeiro, e principalmente nas cidades que dependem bastante dos Royalties do petróleo, ou é cego ou leviano.

O problema é que cego fala. E as vezes falam besteiras, pois opinam sobre o que não enxergam. Já os levianos, esses tentam se passar por santos. Fingem brigar por uma causa quando na verdade estão apenas ventilando seus nomes de olho no cargo de prefeito. A quem pensam que enganam? Prefiro os cegos. Esses ao menos erram por não ver, e não por ver demais como os levianos.

 

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