Carlinhos: “o cardápio sou eu”

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carlinhos

Por Alan Câmara

Nunca mais esqueci dessa frase do título quando perguntei a Carlinhos onde estava o cardápio.

Oficialmente, o restaurante se chama “Laís”,  (nome de sua filha). Mas é popularmente conhecido como “Restaurante do Carlinhos”.

O restaurante tem todos os ingredientes para o sucesso. Primeiro pela boa localização da Rua da Brava  (Alfredo Silva) que é uma das mais tradicionais de Búzios, vista por muitos como o termômetro político/cultural/financeiro daquela região. Para se ter uma idéia, até o jornal O perú Molhado mudou sua redação para aquela rua para ficar por dentro dos acontecimentos sociais e políticos da cidade. A rua é uma espécie de 5a avenida buziana.

Brincadeiras a parte, a rua tem atividade intensa de moradores, visitantes, hóspedes temporários, argentinos pobres e até recentemente,  prostitutas que levavam tripulantes dos transatlânticos para programas. Na Rua da Brava convivem em aparente harmonia, os mais distintos tipos de pessoas: trabalhadores, pescadores, doidões e crentes, todos transitando ininterruptamente 24 horas por dia sem qualquer atrito cultural.
No meio dessa confusão toda, está um dos melhores pratos caseiros de Búzios. Comida feita com cuidado, dedicação e muito tempero. Um dos poucos lugares que se pode comer saladas e verduras sem se preocupar com a higiene dos alimentos. “Lá não tem sacanagem na comida se o cliente reclamou de alguma coisa”. Andréia, esposa de Carlinhos, comanda com autoridade a cozinha e mantém a mesma qualidade da comida, desde que foi inaugurado há 22 anos.

 O cliente’ quem quer que seja, operário de obra, funcionário de hotelaria, funcionário público, prefeito, juiz, todos que frequentam seu restaurante,  não importa. Carlinhos atende do mesmo jeito e pronto.

Carlinhos, o dono, é um caso a parte. Carlinhos é o que podemos chamar de ‘sinceridade em pessoa’. – Tá bom, tá! Se não tiver, tá bom também. É isso!

É honesto, direto e curto nas respostas. Para alguns desavisados, soa até estranho, mas o atendimento que Carlinhos dá não tem sorrisinho forçado, conversinha fiada ou tratamento especial. O cliente’ quem quer que seja, operário de obra, funcionário de hotelaria, funcionário público, prefeito, juiz, todos que frequentam seu restaurante,  não importa. Carlinhos atende do mesmo jeito e pronto.
E o curioso, é que o tempo mostra que a originalidade de Carlinhos, faz com que a gente reflita se não é assim que todos deveriam ser. Pra quê sorrisinho forçado? Pra quê conversinha fiada?  O que a gente quer é uma comida bem feita, uma coca-cola gelada e um brigadeiro feito por Laís. Simples.
Cardápio pra quê?
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