Menu

Cidades

Enquanto isso, em Bruzundanga…

Fábio Emecê
Professor de português do estado do Rio de Janeiro, rapper e ativista de causas ant-racistas

occupy-congressoNa era da dissimulação contemporânea assistimos aflitos os acontecidos da República de Bruzundanga, na vã tentativa de análises que cheguem mais perto do real, do palpável, do imaginável. Muita coisa acontece, mas muita coisa mesmo.

 

Entre aumentos e quedas de bolsas de valores, propinas são moeda de troca por acá desde sempre. Uma das premissas do bom político é a capacidade de receber uma quantia x ou y e aplicar de maneira contumaz naquilo que seu grupo chama de projeto de poder. Poder que envolve todas as instâncias que possam realmente controlar aqueles que acreditam no voto e seu espectro modificador.

 

Instituições imbricadas com os empresários e decisões que saem de gabinetes, onde os macetes são estampados em plantões com aquela musiquinha chiclete da Rede BOBO, em que se coloca sempre a prova, a capacidade de comoção ou movimento popular.

 

O que é capaz de realmente mudar? A rua é o maior cenário no momento, mas aquela rua limpa, com gritos de fora, discursos retóricos acalorados e muitas calorias queimadas por vários km de caminhada em avenidas extensas. Qualquer coisa fora disso é considerado baderna, balbúrdia ou desunião das forças progressistas.

 

Enquanto 8 pessoas que tem o controle de quase 60% do PIB se reúne com um ministro do STF para se tratar sei lá o que, diretas já é ecoado como um mantra de uma tragédia anunciada de decisões e cifrões sendo passados pra baixo e pra cima sem nenhuma capacidade popular de se travar qualquer tipo de negociata.

 

Aliás, uma das especializações da era dissimulação contemporânea, foram alguns chamados líderes populares disputarem espaço para se tentar pegar um pouco dessas cifras e contingências. Se parar para pensar os nomes e a origem das 8 pessoas do controle do PIB, a tentativa foi no mínimo, frustrada, mas nociva pro povo.

 

Nocivo no sentido de engessamento, nivelamento e total sentimento de inoperância com relação a força de se fazer alguém renunciar a um cargo de poder ou realmente se travar qualquer negociata a nível do que vemos em Bruzundanga atualmente.

 

Nas estruturas máximas, médias e mínimas o que impera é a sua capacidade de se cercar de agentes capazes de financiar minimante seu projeto de conforto e expansão do poder ou micropoderes, onde a preocupação é em se manter na esfera decisória, com ganho real ou ilusório, sem dividir o bolo. Se defende quase tudo, até o grito afônico, só não se defende a ruptura.

 

Diminuir as diferenças sociais para os arautos do progresso, significa melhorar o mercado consumidor e ter mais carinho com a classe média, ou defender reforma x ou y é receber as propinas e ter uma lógica de controle de divisas nunca vistos em qualquer momento de nossa história.

 

Onde nós ficamos na História se ao menos nem temos capacidade de entende-la, de manusea-la ou até mesmo de muda-la, sem apelar a um santo, um mestre ou uma liderança canônica?

Bruzundanga esfacela, ou melhor, já nasceu esfacelada e nenhuma solução apresentada até agora para se mudar algo nos serve. Duvida? Eu não, mas quem sou eu na fila do pão, além de pedinte?

Seguimos…

 

Por Fábio Emecê[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

NOTÍCIAS DE GRAÇA NO SEU CELULAR

A Prensa está sempre se adaptando às novas ferramentas de distribuição do conteúdo produzido pela nossa equipe de reportagem. Você pode receber nossas matérias através da comunidade criada nos canais de mensagens eletrônicas Whatsaap e Telegram. Basta clicar nos links e participar, é rápido e você fica por dentro do que rola na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Faça parte da nossa comunidade no Whatsapp e Telegram:

Se você quer participar do nosso grupo, a gente vai te contar como vai ser agorinha mesmo. Se liga:

  • As nossas matérias chegam pra você a cada 1h, de segunda a sábado. Informações urgentes podem ser enviadas a qualquer momento.
  • Somente os administradores podem mandar os informes e realizar alterações no grupo. Além disso, estamos sempre monitorando quem são os participantes.
  • Caso tenha alguma dificuldade para acessar o link das matérias, basta adicionar o número (22) 99954-6926 na sua lista de contatos.

Nos ajude a crescer, siga nossas redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter e Tik Tok e Youtube

Veja Também

Deputada Marina do MST e Cepro realizam reunião em Rio das Ostras para discutir temas sociais urgentes

Búzios é finalista no prêmio Melhores do ano da gastronomia 2024

Búzios recebe o 3º Encontro de Numismática de 24 a 25 de maio

Agenda cultural do fim de semana na Região dos Lagos