NOVEMBRO AZUL

Dia do empreendedorismo feminino e o impacto da mulher na economia

Segundo o Sebrae, mulheres têm maior capacidade de implementar inovações em suas empresas. O Dia do empreendedorismo feminino é comemorado no dia 19 de novembro

Em meio à instabilidade que a pandemia do novo coronavírus trouxe para a economia, elas representam a perseverança e a superação. Nesta quinta-feira (19), é comemorado o Dia Global do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 para celebrar a força da mulher empreendedora e sua influência na economia.

De acordo com a pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2019, o Brasil atingiu o número de 52 milhões de pessoas que possuem negócio próprio. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) registra que cerca de 9,031 milhões de brasileiros são microempreendedores individuais (MEIs) e deste total, 43% são mulheres.

O levantamento do Sebrae mostra que as mulheres têm uma maior capacidade de implementar inovações em suas empresas do que os homens. Cerca de 42% delas passaram a comercializar novos produtos/serviços, desde o início da crise do coronavírus, contra 37% dos homens.

Além da produção, venda e conquista do público, a pandemia do Covid-19 trouxe ainda mais desafios para os empreendedores. As mulheres a seguir contam sobre o dia a dia de manter o próprio negócio na Região dos Lagos.

Lorena Mirandela é professora de educação física e moradora de São Pedro da Aldeia. Após se tornar mãe, resolveu iniciar uma empresa de cosméticos artesanais, a Alamo Ìyá . Entre a rotina da maternidade e da microempresa, Lorena conta como foi o começo da produção.

“No decorrer da gravidez, percebi que certamente o emprego de carteira assinada não seria mantido após o parto, em virtude de tudo aquilo que já sabemos acontecer com gestantes em seus ambientes de trabalho. Meu filho tinha pouco mais de um mês quando fiz minhas primeiras entregas e tê-lo perto enquanto eu trabalhava, além do retorno que isso me deu financeiramente, foram cruciais para eu tornar a Alamo Ìyá minha principal fonte de renda”.


Lorena conta que para manter uma empresa é preciso disciplina, planejamento e organização. “As incertezas e inconstâncias em se arriscar, para alguém que gosta da segurança de um salário, empreender pode ser apavorante de início e é preciso compreender que existem altos e baixos, todos esses nos fazem crescer. No mundo inteiro já tem gente demais dizendo o que nós mulheres temos que fazer, independente da posição que estivermos. Só saberemos se nos arriscarmos e é preciso coragem”.

No ramo alimentício, a moradora de São Pedro da Aldeia, Carolina Mendes investiu em criar um negócio de culinária artesanal, a “Aromar Culinária Criativa”. Além da rotina com a maternidade, Carolina conta como se divide para fazer as multitarefas da responsabilidade de guiar uma empresa.

“Eu já gostava muito de cozinhar, e costumava fazer isso para minha família e amigos. Com duas crianças, uma ainda bebê, e em meio a pandemia, nasceu a necessidade de trabalhar conciliando com o maternar. Foi quando surgiu a ideia de empreender para adaptar as duas funções. Eu crio rotinas para que a Aromar e as crianças possam conviver da forma mais harmoniosa possível. Imprevistos acontecem, malabarismos também, mas é necessário planejamento e que todos em casa colaborem”.

A empreendedora deixa um recado para outras mulheres que desejam iniciar no ramo. “Não precisa começar com muito. Crie metas reais. Aos poucos você vai conhecendo seus limites e pode ir crescendo com eles. Escolha algo que te inspire e trabalhe com amor. Acredite em você mesma.”

No município de Búzios outra empreendedora também aproveitou o período da pandemia para buscar uma nova oportunidade de empreender. A jornalista Flávia Lira criou a “Delira Fit”, empresa especializada em comidas saudáveis.

Flávia também é estudante de gastronomia e afirma que grande parte de seu público é só de mulheres, e que já as inspirou para abrirem o próprio negócio. “Com a Pandemia veio a oportunidade de empreender e começar a vender as minhas refeições. Eu comecei vendendo lanches, sem fazer ideia da demanda. Uma semana depois comecei a vender refeições saudáveis e pronto, foi um bum de vendas. Pra mim, ter meu próprio negócio foi necessidade básica, foi o que me salvou, da onde tiro meu sustento. Eu sempre achei que não ia ter como, não tinha da onde tirar, mas sempre tem. Não precisa de muito para começar”.

A jornalista incentiva a população a valorizar o trabalho dos empreendedores locais. “O que eu peço é para todo mundo que vai ler essa matéria achar legal e interessante e tentar mudar a sua postura. Compre com as pequenas empreendedoras, contrate o serviço, não fique diminuindo o trabalho dos outros. Se você pensar bem, olhar ao seu redor, consegue comprar e utilizar serviços só de pequenas empreendedoras”.

FEIRA DE EMPREENDEDORAS DA ALDEIA

Neste fim de semana (21 e 22), vinte e duas empreendedoras da região se reunirão na primeira Feira de Empreendedoras da Aldeia (FEma). O evento visa promover as empresas criadas por mulheres e expor os serviços oferecidos.

Idealizada e organizada pela dona da Alamo Ìyá, Lorena Mirandela, a feira tem a proposta de impulsionar as microempresas dentro e fora do município.

A FEmA será realizada na Praça Agenor Santos (Praça da Igreja Matriz), de 16h às 20h, em São Pedro da Aldeia.

sebrae

A coordenadora do escritório do Sebrae na Região dos Lagos, Ana Cláudia Melo, afirma que o órgão realizou cerca de 791 mil atendimentos neste ano. O levantamento demonstra que os homens são mais propensos a contrair dívidas do que as mulheres.

“53% dos homens buscaram empréstimo bancário desde o começo da crise, enquanto 54% das mulheres preferiram não se endividar. A inovação ajuda a criar diferenciais competitivos o que contribuiu para manter os negócios no mercado. Além de atuar diretamente no negócio com as mulheres empreendedoras, os familiares e amigos podem divulgar para suas redes de contatos, podem criar uma rede de cooperação consumindo os produtos e serviços ofertados, além do incentivo e apoio moral”.

A coordenadora também reforça o atendimento do Sebrae especializado para mulheres. “O Programa Sebrae Delas é uma das formas de atendimento as mulheres empreendedoras. Seu objetivo é tornar os negócios liderados por mulheres mais competitivos, além de promover a sensibilização e a articulação de atores estratégicos relacionados ao tema de empreendedorismo feminino”.

Ana Cláudia Melo, coordenadora do escritório do Sebrae na Região dos Lagos.

O órgão está realizando atendimentos on-line gratuitos, oferecendo orientação técnica, consultorias e capacitações. Os interessados podem entrar em contato por meio dos canais:

Hotsite: especialcoronavirus.rj.sebrae.com.br / 08005700800 / WhatsApp: (22) 22-2643.0805 / E-mail: regiaodoslagos@sebraeej.com.br

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