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Exposição a ruídos acende alerta para perda auditiva

O hábito de passar horas por dia com fones de ouvido, som alto e exposição constante a ambientes ruidosos está ampliando o risco entre a população jovem. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de jovens adultos no mundo podem desenvolver perda auditiva permanente e evitável por práticas de escuta inseguras, como volume elevado em fones e ruído intenso no cotidiano.

No Brasil, o tema é ainda mais sensível porque há forte subdiagnóstico. A perda auditiva atinge pelo menos 10 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas muitos casos não são reconhecidos ou avaliados a tempo, o que torna o problema maior do que os números capturam oficialmente.

"O jovem costuma achar que perda auditiva é assunto de idoso, mas a escuta insegura está antecipando esse risco. O dano pode começar de forma discreta e ir se acumulando sem que a pessoa perceba, até que o impacto se torne permanente", afirma Erica Bacchetti, fonoaudióloga e gerente de Audiologia da AudioNova.

A OMS projeta que, até 2050, quase 2,5 bilhões de pessoas terão algum grau de perda auditiva e mais de 700 milhões deverão precisar de reabilitação auditiva. Além do impacto em saúde e qualidade de vida, o custo social é relevante: a perda auditiva não tratada gera um ônus estimado em US$ 980 bilhões por ano para a economia global, refletindo efeitos em produtividade, educação, inclusão e bem-estar.

"Quando a audição piora, não é só a ‘capacidade de ouvir’ que cai. A compreensão de fala, a interação social e o desempenho em atividades do dia a dia também são afetados. E isso pode ter repercussões na vida escolar, no trabalho e na saúde mental", explica Erica.

Impactos que vão além da audição

Em crianças e adolescentes, a perda auditiva pode comprometer aprendizagem e desenvolvimento de linguagem, afetando desempenho escolar e socialização. Em adultos, pode reduzir produtividade e participação social. Já em idosos, estudos associam perda auditiva ao declínio cognitivo e ao agravamento de quadros de demência. Justamente por isso, o foco em jovens é estratégico: reduzir exposição hoje diminui riscos acumulados ao longo da vida.

"Cuidar da audição precisa virar hábito de saúde preventiva, como acompanhar pressão, glicemia ou colesterol. A diferença é que, quando o dano auditivo se consolida, muitas vezes ele é irreversível", alerta a fonoaudióloga.

Como reduzir o risco no dia a dia:

  • Baixar o volume e evitar usar o som no máximo, especialmente por longos períodos;
  • Fazer pausas ao longo do dia; exposição contínua é mais agressiva do que picos curtos;
  • Em ambientes ruidosos (academia, transporte público, rua), preferir fones que isolem o ruído, para não "compensar" aumentando o volume;
  • Atenção aos sinais: zumbido, tontura, dificuldade de entender palavras e fadiga auditiva;
  • Procurar avaliação: a audiometria pode entrar na rotina, sobretudo se houver sintomas.

"A audiometria deveria entrar na rotina, assim como outros exames preventivos. Quanto antes o jovem ajustar hábitos de escuta e buscar avaliação diante de sinais como zumbido e dificuldade de compreensão, maior a chance de evitar danos permanentes e preservar qualidade de vida no longo prazo", conclui Bacchetti.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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