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Uso de blockchain fortalece atendimento digital a mulheres

Uso de blockchain fortalece atendimento digital a mulheres
Uso de blockchain fortalece atendimento digital a mulheres

A digitalização dos serviços públicos tem se mostrado um caminho para tornar o atendimento mais ágil e acessível. Ao eliminar etapas manuais, reduzir filas e permitir que o cidadão acesse serviços de qualquer lugar, a qualquer momento, a transformação digital contribui para reduzir tempo, custo e fricção.

Quando combinada com automação, canais digitais e dados em tempo real, a digitalização permite antecipar problemas, evitar retrabalho e direcionar melhor os recursos. É a transição de um modelo reativo para um sistema inteligente, capaz de organizar a demanda antes mesmo de ela se tornar um problema.

Nesse contexto, a tecnologia blockchain surge como uma ferramenta estratégica para fortalecer serviços públicos sensíveis, especialmente aqueles voltados ao atendimento de mulheres em situação de violência. Entre janeiro e julho de 2025, o Ministério da Mulher registrou 594.118 atendimentos e 86.025 denúncias de violência contra mulheres em todo o país por meio do Ligue 180, linha nacional de apoio.

Para David Reis, especialista em Blockchain da BRBPO, esse volume de dados mostra a importância de garantir registros invioláveis e confiáveis. "Em vez de depender de uma única entidade central, vários participantes validam e garantem a integridade dos dados. Isso cria confiança, evita manipulação e assegura que denúncias críticas sejam preservadas de forma segura e auditável. É como ter um sistema que nunca ‘esquece’ nem permite alterações invisíveis", afirma.

A privacidade de dados é outro ponto crucial nesse tipo de atendimento. Segundo Reis, a blockchain contribui para proteger informações pessoais ao separar o que precisa ser validado do que deve ser protegido. "Os dados sensíveis não ficam expostos na rede, mas sim protegidos fora dela, enquanto a blockchain armazena apenas provas criptográficas da sua existência e integridade", explica.

"Além disso, o acesso é controlado por identidade digital forte e regras de permissão, garantindo que apenas quem deve ver, veja. Isso cria um ambiente onde é possível confiar nos dados sem necessariamente expô-los", acrescenta.

O reconhecimento internacional também reforça a relevância dessas iniciativas. Um estudo de caso da Linux Foundation destacou a aplicação da tecnologia blockchain conduzida pela BRBPO, em colaboração com a Metasix, em serviços de apoio a mulheres, incluindo o canal nacional de denúncias. O relatório ressalta que o sistema garante que denúncias sejam registradas de forma inviolável, protegendo as vítimas e funcionando como uma "testemunha que não pode ser silenciada".

A BRBPO, empresa com mais de 20 anos de atuação em tecnologia, tem aplicado soluções de transformação digital, inteligência artificial e blockchain em cenários reais de governo. O objetivo não é apenas implementar tecnologia, mas garantir escala, governança e operação contínua. "A empresa atua integrando atendimento digital, automação e blockchain em soluções que já operam em produção. O foco é estruturar processos para que o atendimento público seja mais confiável e eficiente", detalha Reis.

A integração entre diferentes órgãos e canais de atendimento também é um desafio que pode ser superado com tecnologia, já que o uso do blockchain permite criar uma camada comum de comunicação, onde sistemas distintos trocam informações de forma estruturada e segura. "Com automação e orquestração de processos, cada etapa do atendimento acontece de forma coordenada, evitando falhas e retrabalho", ressalta o especialista.

O avanço da tecnologia não se limita ao atendimento de mulheres em situação de violência. Em 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos discutiu o uso do blockchain na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), com o intuito de garantir direitos à população e facilitar o acesso a benefícios sociais. A iniciativa reforça a tendência de aplicar a solução em serviços públicos críticos, ampliando a confiabilidade e a transparência.

O mercado global também aponta para expansão. Relatório da Fortune Business Insights projeta que o setor de blockchain deve crescer de US$ 47,96 bilhões em 2026 para US$ 577,36 bilhões até 2034, impulsionado por necessidades econômicas, avanços regulatórios e aplicações inovadoras em diversos setores.

No Brasil, a combinação de demandas sociais e inovação tecnológica tem acelerado a adoção da tecnologia em serviços públicos e projetos de impacto social. "Quando adicionamos blockchain, todos passam a confiar na mesma base de dados, eliminando conflitos entre sistemas. Isso transforma estruturas isoladas em um ecossistema conectado e eficiente", conclui o representante da BRBPO.

Para saber mais, basta acessar: www.brbpo.com.br e http://www.metasix.com.br.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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