Responsáveis por alunos da Escola Municipal Nicomedes Theotônio Vieira, em Armação dos Búzios, procuraram a Prensa de Babel para denunciar supostas interrupções recorrentes no horário regular de aulas do turno da tarde. Segundo os relatos, estudantes que entram às 13h estariam sendo liberados por volta das 16h40, antes do encerramento previsto da rotina escolar.
De acordo com uma responsável, a situação estaria ocorrendo há cerca de seis meses e seria motivada por faltas recorrentes de profissionais no turno da tarde. A denúncia aponta que, em alguns dias, as crianças teriam menos de duas horas efetivas de aula, considerando o intervalo.
“Alguém nos ajude nas escolas. Escola Nicomedes todo dia não tem aula após as 16h40. Todo dia alguém falta e as crianças entram às 13h e saem às 16h40. Já acontece há seis longos meses”, relatou a responsável em mensagem encaminhada à redação.
A queixa também envolve preocupação com a segurança dos estudantes que dependem do transporte escolar. Segundo o relato, algumas crianças ficariam aguardando o ônibus, previsto para horário posterior, ou retornariam para casa por conta própria.
“Fora as crianças que ficam lá esperando o ônibus às 18h, ou pior, voltam a pé ou ficam rodando soltas. Alguém precisa olhar para isso”, afirmou.
Diante da denúncia, a Prensa de Babel encaminhou pedido de nota à Prefeitura de Búzios e à Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia. A reportagem questionou se havia registro de redução de horário, déficit de profissionais na unidade, medidas para garantir o cumprimento da carga horária e ações para assegurar a segurança dos alunos que dependem do transporte escolar.
O que diz a Prefeitura
Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Armação dos Búzios informou que, ao tomar ciência dos relatos, realizou imediatamente um levantamento junto à equipe gestora da Escola Municipal Nicomedes Theotônio Vieira para apurar os fatos.
Segundo a Secretaria, a análise constatou que a situação relatada ocorreu de forma pontual, envolvendo uma turma específica, e não caracteriza prática recorrente ou generalizada na unidade escolar.
Ainda de acordo com a pasta, qualquer alteração na rotina pedagógica exige atenção e acompanhamento permanente. A Secretaria informou que adotou providências administrativas junto ao Departamento de Gestão de Pessoas para assegurar a regularidade do atendimento aos estudantes e prevenir a reincidência de situações semelhantes.
A Secretaria também afirmou que mantém monitoramento constante das necessidades da rede municipal de ensino e que, sempre que identifica carência de profissionais, realiza os procedimentos legais e administrativos necessários para convocação e alocação de professores.
Por fim, a pasta reafirmou compromisso com a qualidade da educação pública, a segurança dos alunos e a transparência na condução das ações educacionais, informando que permanece à disposição da comunidade escolar para esclarecimentos.
A Prensa de Babel seguirá acompanhando o caso. O espaço permanece aberto para novas manifestações de responsáveis, da comunidade escolar e do poder público.



