“Quando me perguntam, eu logo digo ‘eu sou de Búzios’”

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O Privilège Búzios completa 18 anos e a Prensa de Babel entrevistou Octavio Fagundes, um dos sócios fundadores do clube, que há mais de duas décadas promove beleza e diversão no Brasil, e é uma referência mundial no mundo da música eletrônica

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A Privilègie tem mais de duas décadas de história, uma marca de presença nacional e uma referência mundial na cena da música eletrônica. Mas, neste sábado (19), ela chega à maioridade em Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. São 18 anos em que duas marcas atreladas à beleza, diversão e badalação se juntaram em um casamento perfeito. E é dos sócios proprietários do Grupo Privilège Brasil, Octavio Fagundes, que já está totalmente adaptado a Búzios, que fala sobre esse momento importante, principalmente após os dois últimos anos de tanta dificuldade mundial, e, em especial, também, para o setor de entretenimento.

Prensa de Babel: 18 anos em Búzios. Pode expressar para a gente como é ver o Privilège atingir a maioridade neste balneário mágico?

Octavio Fagundes: O coração está feliz, né?!  Ainda mais com a sinalização de que este horror que vivemos nos últimos dois anos – e que tanto prejudicou o segmento de eventos – está no fim. Então, estamos voltando com muita força.

Festa na Privilège, com o sócio e amigo Iuri e com o DJ Alok

O Grupo Privilège é muito grato a Búzios. O balneário, com sua fama, seu glamour e pelo seu grande número de turistas, amplificou nosso trabalho para todo o Brasil, na verdade para toda a cena eletrônica mundial que respeita e conhece o Privilège, principalmente o de Búzios. Nesses 18 anos, grandes nomes passaram pela cabine do Privilège, como Carl Cox, Steve Angello, só citando alguns. Mas uma lista ainda maior de grandes nomes brasileiros, que comandaram aquela pista e nos trouxeram respeito a nível internacional.

Eu sou da opinião que a marca Búzios é tão grande, tão importante, que qualquer coisa que se tenha que fazer nesse balneário tem que ser especial, tem que ter esse DNA que conquiste o turista de qualidade.

Prensa: O Privilège antes de Búzios já era um sucesso em Juiz de Fora, Minas Gerais. Pode destacar algo que Búzios tenha doado para a identidade Privilège?

Octavio:  Buzios nos doou muita coisa, mas, principalmente, essa atmosfera mágica que o balneário tem.

O Privilège Juiz de Fora já tinha quatro anos de vida e já tinha feito um tremendo sucesso, porque realmente é um projeto que eu considero, até hoje, o club mais bonito do país. Agora, imagina o impacto disso em 1999. Enfim, o Privilège de Juiz de Fora caiu na graça do carioca, que com uma estrada boa, começou a subir a serra. Um clube que foi além da zona da mata mineira e que foi ficando cada vez mais forte no Rio de Janeiro.

Após esse sucesso, surgiu a oportunidade de virmos para Búzios, a convite do Hélio Pellegrino, para conhecermos o espaço. De cara ficamos maravilhados com aquela estrutura, aquele projeto do Hélio, onde antes existia o restaurante Esplêndida Armação. Chegando na primeira reunião foi amor à primeira vista, e naquele momento mesmo todos nós decidimos que iríamos fazer o projeto, e aí começou essa história extremamente bonita.

Prensa: Impressiona mesmo a identificação Búzios Privilègie. Chega a parecer que a marca é originalmente de Búzios, sente isso?

Octavio: Essa relação começou tímida, como o início de qualquer relação, ou seja, nós chegamos pedindo licença à comunidade buziana para poder fazer parte dela. Fomos muito bem aceitos, rapidamente fomos criando amizade, fazendo laços comerciais, sendo reconhecidos como um serviço de qualidade ao ponto de virar buziano! Eu, pessoalmente, quando as pessoas me perguntam “da onde você é? ”, eu logo digo “eu sou de Búzios”. É em Búzios que eu quero passar o resto da minha vida. É o lugar onde eu tenho o prazer de estar. Búzios virou não só a minha casa, mas também a casa do Grupo Privilège Brasil.

Uma casa que produz momentos mágicos em uma cidade mágica

Prensa: Os últimos quase três anos, por motivos óbvios, foram muito desafiadores. O Privilège se reinventou durante o período mais duro do isolamento social. Como foi essa experiência? O que ficou dela agora que as coisas começam a voltar ao normal?

Octavio: Somos inquietos, né?! Aqueles primeiros seis meses da pandemia se tornaram um período quando, pela primeira vez, boa parte da equipe Privilège parou e teve umas “férias”. Mas, logo depois, começamos a ficar inquietos e, no final de 2020, começou a ter uma certa liberação, quando a primeira onda começou a ficar mais tranquila e quando surgiu o projeto TAWA. Pensamos: “o que o mundo está querendo agora?”. E a resposta veio: um pouco mais de tranquilidade, de natureza, e aí boom, nasceu o TAWA. Em paralelo, o Privilège não podia ficar parado. Assim surgiu esse projeto Privilège Bar, respeitando todos os protocolos de segurança exigidos na época. Trabalhamos com capacidade reduzida, mas a alma da Privilège estava nesse empreendimento. Bem menos pessoas, mas a vibe que elas irradiavam era como se fosse um clube normal, parecia estar cheio de gente.

Foi muito bacana, principalmente porque parte da nossa equipe pode voltar a trabalhar. A pandemia foi dura para os empresários, mas foi mais dura para toda essa cadeia que trabalha para o entretenimento. Milhares dessas pessoas ficaram desempregadas e foi emocionante vê-las de volta trabalhando, com um brilho no olhar de “estou voltando a trabalhar, a ter meu sustento”. Além disso, ver a alegria nos poucos clientes que podiam estar lá, um brilho individual. E se Deus quiser, esse período ficou para trás em definitivo.

Ah, o que ficou para a gente foi paixão e a possibilidade de ofertar alegria para as pessoas. Prefiro guardar coisas boas e esquecer rapidamente dos entraves. Viver o que nós vivemos dentro do Privilège é muito maior do que as pedras que tiveram no nosso caminho.

Desde a entrada, na Orla Bardot, até as partes internas da Privilège o clima é de uma noite cheia de experiências inesquecíveis

Prensa: Ao poder voltar neste Réveillon e Carnaval o Privilège não brincou em serviço, as atrações foram de altíssimo nível. Podemos esperar a bola sempre no alto para os próximos anos?  Novidades?

Octavio: Nós temos que manter as melhores atrações dentro do nosso club. Existe um período muito especial, que é muito importante em termos de receita para toda Búzios e também para Privilège Xangri-lá, que está funcionando só no verão, que é a semana de Réveillon. Cada vez mais, colocamos muito carinho, atenção e foco nessa semana para que a experiência do cliente seja maravilhosa e ele queira retornar no ano seguinte. A gente já vem fazendo isso durante toda nossa vida, né?! Nesta última semana de Réveillon fizemos 22 eventos, além do Privlège Búzios, todos esgotaram e receberam uma crítica extremamente positiva, com várias pessoas já falando que na semana de Réveillon de 2023, Búzios será o destino delas.

Queremos que, neste ano de 2022, “pós-pandemia”, as pessoas sintam o novo em todos os nossos negócios. Porque o mundo novo está se abrindo em alguns aspectos, nós não somos mais como éramos há dois anos. Queremos que as pessoas sintam o “ar do novo”. O novo na comunicação, a melhoria no atendimento, a busca contínua em surpreender com eventos inusitados.

Particularmente, trabalhamos para jovens que estão muito antenados e é impressionante como a informação circula muito rápido, e o gosto do jovem muda muito rápido. Assim, o Privilège se mantém extremamente jovem, como quando ele nasceu, em 1999, em Juiz de Fora, e em 2004, em Búzios. A alma do Privilège nada mais é do que o reflexo da alma daqueles que trabalham lá. É isso que faz ela se manter jovem todos esses anos, que é como deve ser.

Cada festa é pensada para ser uma momento único

Prensa: O Privilège não tem só uma casa em Búzios, a marca se envolveu mesmo com a cidade. Consegue citar para a gente momentos marcantes desses 18 anos em Búzios?

Octavio: Ah, é muito difícil citar assim, pois são tantos momentos únicos e especiais. Mas acho que primeiro, todas as noites do Privilège Bar, com todas as restrições, porque elas foram – exatamente como já falei antes – um momento de “estamos vivos, precisamos trabalhar e as pessoas precisavam ser felizes”.

Também são sempre muito especiais as apresentações de grandes dJs que passaram pela cabine do Privilège, como grandes produtores nacionais que estão dominando o mercado e invadindo o mundo: Vintage Culture, Alok, Dubdogz, Chemical Surf, Illusionize, KVSH, Cat Dealers e muitos outros.

Além disso, acontece no Privilège Búzios a festa que, talvez tenha a maior repercussão na cena eletrônica brasileira, já acontecia antes da pandemia e aconteceu no dia 22 de janeiro deste ano – sempre na época do meu aniversário e esse ano acertando em cheio a data -, que é “A Viagem sem Fim”, do Vintage Culture. O Vintage já extrapolou nossas fronteiras e já é considerado um dos maiores DJs e produtores de música eletrônica do mundo. Nós criamos essa saga junto com ele, que consiste em um set de 24 horas e este ano recebemos turistas de todas as regiões do país em Búzios. Lukas é um maestro de conduzir almas, é isso que ele faz através da música. Quem esteve lá sabe a energia que envolve o evento e, sem sombra de dúvidas, é o principal evento do Privilège Brasil hoje.

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