A fisioterapeuta e empresária Paula Francine Simões, de 45 anos, vem consolidando em Búzios um modelo de atendimento que vai além da estética tradicional. Com formação em fisioterapia e especializações em áreas como UTI adulto, acupuntura e dermatofuncional, a profissional aposta na chamada estética integrativa, que considera o paciente como um todo e não apenas a queixa pontual.
Natural de Salvador e radicada em Macaé há mais de três décadas, Paula é fundadora da Clínica Corpus, onde atua há mais de 15 anos. Em sua trajetória, acumulou experiências nacionais e internacionais, incluindo uma imersão na Itália com treinamento em cadáveres para aprofundamento anatômico em procedimentos de harmonização facial.
Segundo a especialista, a virada de chave na carreira veio ao perceber que muitos pacientes não alcançavam bons resultados estéticos por questões internas de saúde. “Não existe estética sem saúde. Um organismo inflamado ou com deficiência nutricional dificilmente responde bem aos tratamentos”, afirma.


Abordagem que vai além da aparência
A proposta da estética integrativa parte da análise completa do paciente, incluindo hábitos alimentares, exames laboratoriais, rotina, qualidade do sono e fatores emocionais. A ideia é construir protocolos personalizados, fugindo de soluções padronizadas.
Entre os tratamentos oferecidos estão harmonização orofacial, ozonioterapia, terapias com canabidiol e suplementação, incluindo aplicações endovenosas. De acordo com Paula, esses recursos não substituem a estética tradicional, mas potencializam os resultados quando associados a um organismo equilibrado.
“Não existe receita de bolo. Cada paciente tem uma história, um metabolismo e necessidades diferentes. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado”, explica.
Naturalidade como tendência
Na contramão de padrões artificiais que marcaram a popularização da harmonização facial nos últimos anos, Paula defende resultados mais naturais. Para ela, o ideal é que as pessoas percebam a melhora, mas não identifiquem exatamente o procedimento realizado.
“A estética bem feita é aquela que respeita a anatomia e a identidade do paciente. O exagero acontece quando a pessoa perde essa referência”, avalia.



Críticas à banalização do setor
A profissional também faz um alerta sobre a banalização do mercado estético, especialmente em relação à guerra de preços. Segundo ela, a redução excessiva de valores pode comprometer a qualidade dos procedimentos e aumentar riscos.
“A estética envolve responsabilidade, investimento em formação e uso de produtos de alto custo. Quando isso não é respeitado, o resultado pode ser frustrante e até perigoso”, pontua.
Atendimento em Búzios
Atualmente, Paula atende em Búzios em dois espaços: no Onda Spa, no Porto da Barra, e na clínica Elegance. O agendamento é feito por meio de atendimento online via WhatsApp, com organização centralizada da agenda.
Com planos de expansão para outras cidades da Região dos Lagos, a profissional vê Búzios como um mercado em crescimento, especialmente para serviços que integrem saúde e estética.
“Existe uma demanda por tratamentos mais completos. As pessoas estão começando a entender que cuidar da aparência passa, прежде de tudo, por cuidar da saúde”, conclui





