A política como ela é (e não como deveria ser)

 

Por Sandro Peixoto

 

Foto de quando eram o secretário de Serviços Públicos, Miguel Pereira e o Coordenador de Posturas da Ordem Pública, João Carlos Dom. Foto JBS Notícias

Para tentar se eleger vereador, prefeito, deputado, governador, senador ou presidente a pessoa depende de um verdadeiro séquito e de muito dinheiro. São cabos eleitorais e pessoas simples que se engajam na campanha (todos, absolutamente todos recebem uma boa grana) para difundir o nome majoritário. Eleito e líder, seria imaginável que quem recebeu para fazer campanha fosse para casa com a sensação de dever cumprido. Isso seria regra num mundo ideal. A palavra ideal vem de ideia, ou seja, algo ideal é aquilo que só existe na ideia e não na vida real. Por isso a política brasileira será sempre a possível. Dentro da realidade do que somos.

Senão vejamos: na última eleição o grupo vencedor deu atenção total a alguns candidatos a vereador. Excepcionalmente aos candidatos Don e Miguel Pereira, que triplicaram sua votação em relação às últimas eleições. Não diria que abandonou, mas não fez o mesmo por Lorran e Messias – dois soldados leais que durante o primeiro mandato do Prefeito André se mostraram de extrema importância para uma boa relação entre o Legislativo e o Executivo.

Claro que o fato do atual vice-prefeito Henrique Gomes ter sido o presidente da câmara ajudou, mas ninguém duvida da importância dos vereadores Lorran e Messias, que por falta de um maior apoio não conseguiram a reeleição. Somados os votos, o prefeito eleito teve que se contentar com 4 vereadores. A oposição fez 5, e desde o primeiro dia declarou guerra ao prefeito eleito.

A cidade está parada em alguns aspectos políticos, pois os 5 raivosos só pensam em sabotar o executivo para com isso fortalecer Alexandre Martins e Felipe Lopes, dois candidatos derrotados mas que contam os dias para uma possível queda do André.  Mesmo que isso signifique sabotar a cidade. O presidente da Câmara se quiser, pode travar as discussões dos projetos que a cidade tanto carece. Joaozinho Carrilho já fez isso quando Mirinho era prefeito. Algumas atitudes do Joaozinho foram fundamentais para o enfraquecimento do governo Mirinho – que não andava bem das pernas.

O atual presidente do Legislativo segue a mesma receita e para piorar o prefeito nem pode contar com certeza com os 4 vereadores que ajudou a eleger. O Don é o mais reativo. Eleito com a complacência do governo que fechou os olhos para todos os absurdos que ocorriam na Secretaria de Postura, Don não está feliz com o mandato que jamais conseguiria pelas próprias pernas. Quer cargos. Muitos cargos para seguir apoiando o governo que lhe deu tudo por 4 anos. Todos querem fazer caridade com o chapéu alheio. Que o prefeito nomeei amigos, parentes, vizinhos, cabos eleitorais e, se der, arrume ainda algumas obras para quem financiou a campanha.

E ninguém quer saber se estamos numa crise. Se a prefeitura tem grande parte do seus servidores concursados. Que o prefeito não pode inventar cargos e muito menos passar do limite providencial na Folha de Pagamento. Todos querem a farra. Empregar a maior quantidade possível de pessoas para se fortalecer politicamente e dane-se a sociedade. A merda com o dinheiro público.

Não se enganem. O prefeito, qualquer prefeito sempre será um refém das casas legislativas. Sem acordo$ não se vota nada. Aquele vereador que você tanto admira por se mostrar opositor é na verdade um espertalhão que marca posição para vender mais caro seu passe.

Quem não se lembra dos famosos “bifinhos” que o ex-prefeito Toninho Branco distribuía – segundo o próprio- a sua bancada de vereadores. Teve um que ficou famoso ao romper com o prefeito por não ter recebido o acepipe. Se o prefeito André perder algum vereador do grupo, saiba desde já o motivo. Ninguém está preocupado com a cidade.

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