Livro de ficção científica escrito em Macaé entra para os 100 mais vendidos no gênero no Brasil

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“O Herdeiro de Basten” foi relançado em fevereiro deste ano e aborda isolamento social

O livro discute filosofia, religião e debate preconceitos em meio a uma guerra inter-racial e chegou a ser indicado ao prêmio Portugal Telecon em 2008

Se engana quem pensa que o contexto histórico vivenciado neste momento ainda ganhará páginas de um livro. Muito antes do isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus o assunto foi tratado pelo escritor Clinton Davisson. “O Herdeiro de Basten” traz em sua trama uma mistura de ficção científica com literatura fantástica em um cenário futurista. A obra foi escrita em Macaé em 2007, relançada em fevereiro deste ano e este mês entrou para os 100 mais vendidos no gênero no Brasil

A história trata da civilização dos disonianos, que orgulhosos de sua supremacia militar e cultural sobre as outras civilizações da galáxia se autodenominaram ‘A Hegemonia’. Seu império e sua cultura, entretanto, estão ruindo lentamente e seus cidadãos cansados de não terem interação social migram em massa para a realidade virtual em busca de um mundo onde não há frustrações, nem tristeza.
A trama tem influências de vários elementos da cultura pop, como a série Planeta dos Macacos, Monteiro Lobato, Homem de Ferro e Tolkien. Mas também debate conceitos de filosofia e comunicação como Antonio Gramsi e Marshal MacLuhan.

O livro discute filosofia, religião e debate preconceitos em meio a uma guerra inter-racial e chegou a ser indicado ao prêmio Portugal Telecon em 2008. A primeira versão tinha com 284 páginas, lançado pela editora Arte & Cultura, e agora possui 416 páginas, edição ampliada em formato e-book pela Amazon. O acréscimo teve como intuito dar mais tridimensionalidade a alguns personagens e principalmente deixar o final melhor desenvolvido. O autor é de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, mas morou em Macaé por dez anos. Clinton demorou 7 anos para escrever o livro e tem muitas influencias da cidade no desenvolvimento da história.

“Talvez a melhor experiência foi com as pessoas que conheci e que ficaram no meu coração para o resto da vida. Alguns inspiraram até personagens como a ex-vice prefeita Marilena Garcia, que foi inspiração direta para uma personagem que alguns dizem ser a melhor do livro. Marilena é uma mulher forte, guerreira e, ao mesmo tempo, doce e acolhedora. Assim que nos conhecemos eu achei que ela daria um ótimo personagem”, contou.

Mas experiências ruins também ganharam as páginas do livro. “Cheguei a criar uma raça de seres ontem existe um apartheid entre os verdes (dominantes) e os marrons (escravos). Isso foi inspirado no período em que trabalhei como terceirizado, ou seja, crachá marrom na Petrobras. Chegaram a me chamar de ‘vassalo’ da forma mais pejorativa possível lá dentro, foi uma experiência traumática”, lembra o ator que atualmente está terminando a continuação de ‘O Herdeiro de Basten’ e que vai se chamar ‘Hegemonia – Vellanda’.

Ficha técnica:
Título: Hegemonia: O Herdeiro de Basten
Autor: Clinton Davisson
ISBN: 8589685136
Editora: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
Páginas: 416
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Natural de Volta Redonda (RJ), Clinton Davisson é jornalista, formado pela UFJF, com pós graduação em cultura africana e indígena pela FeMaas de Macaé-RJ e mestrado em Comunicação Social também pela UFJF. Atualmente trabalha como diretor e roteirista da produtora Escaravelho no Rio de Janeiro
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