Macaé contabiliza 20 mortes por Coronavírus e 50% dos leitos de UTI ocupados

Pesquisa recente feita pela Univerdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que Macaé está no caminho certo das medidas de enfrentamento à Covid-19. Mas deixa claro que “isso não significa que a cidade e a pessoas podem relaxar as medidas de prevenção adotadas

A foto mostra o treinamento que em abril capacitou os profissionais da saúde de Macaé para realização de manobra segura de entubação/ Divulgação

O boletim atualizado da Prefeitura de Macaé traz nesta segunda-feira (18) a informação de que 50% dos leitos de UTI estão ocupados no município. A cidade contabiliza 20 mortes por Covid-19. Os dados preocupam e reforçam a necessidade de manter medidas restritivas de isolamento social como forma de combater o vírus. O primeiro caso confirmado da doença na cidade foi divulgado no dia 27 de março. Desde então, informes diários são divulgados pela comunicação oficial. As medidas de enfrentamento ao coronavírus mudaram a rotina dos macaenses e do comércio local.]

Linha do tempo

O primeiro decreto 27/2020 foi publicado antes do primeiro caso, no dia 13 de março, e adotou medidas como suspensão das aulas de instituições públicas, privadas e centros de idiomas, proibição de eventos públicos, criação do Gabinete de Crise de Prevenção de Cuidados aos Portadores do Coronavírus, entre outras.

No dia 16 de março, o decreto 30/2020 criou do Centro de Triagem do Doente Por Coronavirus com funcionamento 24h por dia e equipes médicas, de enfermagem, de fisioterapia, além ambulância para pronta remoção, caso seja necessário.

Um dia depois, lançou o decreto 31/2020 suspendendo a entrada de ônibus de turismo na cidade e, também, determinando regras de funcionamento dos bares e restaurantes. No dia 21 de março, o decreto 037/020 determinou o fechamento do comércio não essêncial e no dia 22 de março a suspensão de todas as atividades laborais no município, decreto 39/2020.

No dia 23 de março, a Prefeitura deu início a barreira sanitária nos acessos ao município em cumprimento ao decreto 39/2020. No dia 27 de março, o prefeito Dr. Aluízio Junior envia à Câmara projeto de lei para auxílio financeiro aos alunos da rede no valor de R$100, aprovado pelos vereadores com o valor dobrado.

No dia 28 de março, 3 e 9 de abril entraram em vigor as prorrogações da medida de suspensão das aulas e atividades laborais, decretos 43/2020, 44/2020 e 50/2020, respectivamente.


No dia 13 de abril, o governo propõe axílio de R$ 800 para trabalhadores fornais e informais por três meses, mensagem aprovada pela Câmara de Vereadores, porém criticada por empresários que não receberam nenhum ajuda para manter os funcionários de suas empresas. (Ver matéria) pensei em por aquela matéria que eu fiz sobre o assunto

No dia 20 de abril passa a ser obrigatório o uso de máscaras no município, decreto 051/2020. No dia 14 de abril, universidades se reúnem para debater ações de combate à Covid 19 por videoconferência. Dez dias depois, Macaé decreta estado de calamidade pública e amplia prazo de suspensões das aulas e de atividades laborais, a partir do 27 de abril, e autoriza alguns estabelecimentos a reabrirem, porém com restrições de horários e medidas de segurança, decreto 57/2020.

Um novo documento foi editado e a partir de 11 de maio e uma nova prorrogação das atividades começa a valer. Diante das violações do isolamento social, o prefeito acionou a justiça, que determinou que a partir do dia 13 de maio as medidas fossem mais duras para o estabelecimento ou casa de eventos que descumprir os decretos, além de multa, eles serão interditados e lacrados.

Não pode relaxar

Uma pesquisa recente feita pela Univerdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que Macaé está no caminho certo das medidas de enfrentamento à Covid-19. Mas deixa claro que “isso não significa que a cidade e a pessoas podem relaxar as medidas de prevenção adotadas, pois a curva de infecção pode mudar sua inclinação para cima, voltando para a reta vermelha original…ou pior, acelerando assim a chegada do pico de infectados e aumentando a necessidade de uso de leitos de UTI e óbitos, como já está acontecendo na curva nacional”, destacou o estudo. O estudo completo pode ser conferido no link.

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