Show de horrores

João Direnna  – Quissamã – RJ

Vocês estão desenterrando mortos, carregando um cemitério nas costas

Regina Duarte sobre ditadura militar e pandemiade Covid-19
Chilique de Regina Duarte na CNN onde a atriz e ministra especial da cultura do governo Bolsonaro minimizou a ditadura, citou Hitler e Stalin, e disse que Covid-19 ‘trouxe muita morbidez’ encerrando entrevista com bate-boca: ‘Vocês estão desenterrando mortos, carregando um cemitério nas costas’. disse/ Reprodução

Depois de fazer sucesso por cerca de 60 anos na TV, com novelas e minisséries de grande audiência, entre elas, Malu Mulher, Roque Santeiro, Irmãos Coragem, Vale Tudo e Selva de Pedra, a atriz e dublê de secretária de Cultura, Regina Duarte, preferiu rasgar sua biografia de artista consagrada ficando indiferente à arte e aos que vivem dela.

Preferiu, também, se manter ao lado de uma ideologia que todos sabem não ser a sua pois o governo Bolsonaro vem praticando atos nada republicanos como atacar a Imprensa, provocar crise institucional, dar maus exemplos ao incentivar o fim do isolamento, do uso da máscara e da aglomeração, comprometer as Forças Armadas e tantas outras.

Além de todos estes posicionamentos de quem parece ter se deslumbrado mais com o “poder” efêmero da política do que com as luzes e cortinas do palco, a ex-namoradinha do Brasil ainda testou positivo para a insensatez e desprezo quando, durante recente debate ao vivo na CNN-Brasil, mostrou indiferença por colocações de colegas do porte de Maitê Proença, a jornalista que fez perguntas ligadas às mortes durante a ditadura – às quais respondeu citando Stalin e Hitler – e, até, os quase 10 mil mortos pelo coronavírus aos quais chamou de ” desenterrar mortos”.

Um verdadeiro show de horrores nunca imaginado para uma estrela que preferiu a glória dos aplausos vindos de um palanque político ao do trabalho de uma vida inteira. Mas como o show não para…

Este é um artigo de opinião de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente o posicionamento da Prensa.

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