Comércio fechado preocupa empresários de Búzios

Categoria aciona associação para medidas coletivas

O fechamento presencial do comércio e proibição da entrada de visitantes em Búzios, vigoradas por meio de decretos editados pelo munícipio para prevenção a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), têm causado preocupação por parte dos comerciantes. Sem saber como vão ficar as contas a partir do mês de abril, a maioria recorreu à Associação dos Empresários de Búzios para que medidas possam ser tomadas no coletivo em prol do setor.

Segundo o diretor presidente, Jacques J Sitbon, a preocupação dos empresários começou na semana passada já com o primeiro Decreto ( n 1.049/2020, de 16 de março). No dia seguinte, um ofício foi enviado à Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj) no intuito de sinalizar a apreensão dos comerciantes, que dobrou após o segundo decreto (n 1.366/2020) com a proibição do atendimento presencial no comércio.

Na segunda-feira (23), a instituição respondeu ao ofício informando que uma reunião por videoconferência organizada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) será marcada com as federações de todos os estados para dar conhecimento do que está sendo feito e o que pode propor para evitar o caos na economia.

“Os empresários estão apreensivos em como vão fazer para honrar com os pagamentos. Estamos preparando ofício também para a Prefeitura; Câmara de Vereadores; companhias de energia, telefonia; e bancos, que será enviado até esta quarta-feira (25), pedindo um socorro para prorrogação de prazos, refinanciamentos, apoio jurídico, entre outros”, explicou o presidente da Associação.

Enquanto isso, os comerciantes mudaram rotinas, atendem por delivery e até mesmo tentam devolver mercadorias. Mas tem empresário que recebeu resposta negativa da fornecedora de bebidas.

“Pedi ao nosso fornecedor de cerveja que aceitasse a devolução do meu estoque.
A cerveja nao tem uma validade longa, algumas são artesanais e duram menos ainda. Mas eles nao aceitaram. Somos uma empresa de pequeno porte e, se uma gigante como a AMBEV não pode nos ajudar a enfrentar essa crise com um prejuizo um pouco menor, fica muito difícil.
Mas, ainda tenho esperança porque me falaram que hoje (segunda) teriam uma reunião para ver a posiçao que irão tomar para nos ajudar nesse momento”, explicou Jacqueline Barbosa, proprietária de um restaurante no Centro do balneário.

A orientação da Associação para esses casos mais específicos de fornecedores e aluguel é que as negociações sejam tratadas de forma individual.

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