FUP e sindicatos reúnem-se nesta terça-feira (01) e quarta (02) para definir próximos passos da campanha reivindicatória

Representantes da FUP (Federação Única dos Petroleiros) e sindicatos que representam a categoria, estarão reunidos nesta terça-feira (1) e quarta-feira (02), em Curitiba, para definir os próximos passos da campanha reivindicatória, quanto à resposta da Petrobras ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Terminou nessa segunda-feira (30), o prazo para que a estatal respondesse sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, apresentada no último dia 15 de setembro pela vice-presidência do TST durante a mediação.

Segundo a FUP, que na última sexta-feira (27) encaminhou resposta ao TST, solicitando prorrogação das negociações, a Petrobras já havia se posicionado contrária a qualquer possibilidade de prorrogação do processo de mediação provocado pela estatal, bem como se negou a prorrogar o atual Acordo Coletivo, que vence nesta terça-feira (1º).

A empresa também chegou a questionar o TST, no último dia 24 de setembro, sobre a possibilidade de aceitar apenas em parte a proposta, o que o órgão informou não ser possível.

Ainda segundo a FUP, as propostas do TST não acompanha uma minuta, o que prejudica uma avaliação das assembleias; não explicita qual tratamento será dado às subsidiárias da Petrobrás, bem como à Araucária Nitrogenados, a pressa da Petrobras em encerrar a negociação prejudicou o processo, visto que ainda há pontos que podem avançar, tais como a vigência do acordo, a AMS, a questão das horas extras e a promoção de pleno para sênior.

Após a resposta da FUP, o Ministério Público do Trabalho (MPT) convocou uma reunião com dirigentes sindicais de todas as bases da Petrobrás no Brasil com o objetivo de auxiliar no processo de mediação junto ao TST. Nesta reunião, os representantes dos trabalhadores denunciaram a postura intransigente da empresa durante o processo de negociação.

Entre outras denúncias, eles citaram que a estatal se recusou a participar das reuniões bilaterais junto ao TST. Além disso, aplicou punições a empregados em cargos de chefia que votaram contra a proposta da companhia e promoveram constrangimento de trabalhadores durante as assembleias realizadas pelos sindicatos. E, diante da gravidade das denúncias, ficou acertado que o MPT deve acompanhar as próximas assembleias que venham a ser realizadas ao longo do processo de negociação do ACT.

Na próxima quinta-feira (03), petroleiros de todo o país farão atos protestando contra a privatização da estatal.

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