Produção da P-50 continua parada na Bacia de Campos, segundo Sindipetro NF

A produção da plataforma P-50, na Bacia de Campos, continua parada nesta terça-feira (24). Segundo o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros) do Norte Fluminense, desde essa segunda-feira (23), a plataforma está em processo de parada de produção devido ao rompimento de amarras de ancoragem. Das cinco amarras que ancoram o navio na proa à bombordo, na frente à esquerda da embarcação), três estão rompidas. A plataforma, segundo o sindicato, está em estado de alerta.

Trabalhadores relataram à entidade que o navio plataforma possuia deficiência na ancoragem há alguns dias, com duas amarras rompidas. Na segunda-feira (23), por volta das 23h20, a terceira amarra se rompeu. Em condições normais, a plataforma é mantida com cinco amarras proa bombordo, cinco amarras de proa boreste (na frente à direita), cinco amarras de popa bombordo (atrás à esquerda) e cinco amarras popa boreste (atrás à direita).
Ainda segundo o relato de trabalhadores do navio ao sindicato, como já estavam trabalhando com a deficiência na ancoragem, no momento do rompimento da terceira amarra estavam com um barco tracionando a proa da plataforma com 15 toneladas de tensão. Esse mesmo barco está aplicando uma tensão de 100 toneladas, o que manteve o passeio (afastamento) em 40 metros. Já foi acionado um segundo barco para maior força no tracionamento.

Há possibilidade de evacuação da embarcação se o afastamento se elevar. Inicialmente este passeio tolerado foi definido em 50 metros, mas considera-se também aguardar o limite de 70 metros.

O Sindipetro NF informou que busca novos contatos com os trabalhadores para manter a atualização da situação e cobra informações junto à Petrobras sobre a operação da plataforma e as medidas de proteção à segurança dos petroleiros.

A P-50 produz aproximadamente 24 mil barris diários de petróleo (23.790,35 bbl/dia) e cerca de 500 milhões de metros cúbicos de gás natural diários (512 Mm³/dia), de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em julho de 2019.

Leia também Mais do autor

Comentários estão fechados.