Assembleia do Sindipetro NF, em Macaé, reúne duas mil pessoas no Ginásio do Juquinha

Petroleiros e petroleiras que atuam nas bases da Imbetiba, Parque de Tubos e Edinc, participaram nessa terça-feira (27), no Ginásio Juquinha, em Macaé, de assembleia promovida pelo Sindipetro NF (Sindicato dos Petroleiros) do Norte Fluminense.
Segundo o coordenador geral do Sindipetro NF, Tezeu Bezerra, os trabalhadores avaliariam o indicativo dos sindicatos dos petroleiros e da FUP (Federação Única dos Petroleiros) de rejeição à terceira contraproposta apresentada pela Petrobras. Nesta quarta-feira (28), a assembleia será na sede do Sindipetro NF, em Campos dos Goytacazes.
“Além do indicativo, a categoria avaliou a manutenção da negociação coletiva sobre os pontos divergentes, prorrogação dos efeitos do atual acordo coletivo de trabalho enquanto durarem as negociações, demonstrando boa fé negpcial e aprovação de greve em data a ser definida pela FUP e seus sindicatos, no caso de ataques ao patrimônio jurídico coletivo da categoria, durante o processo negocial”, explicou Bezerra
Ainda segundo Bezerra, a assembleia foi realizada no Ginásio Juquinha para que os debates ocorressem com calma. Temos que ficar atentos porque a Petrobras quer individualizar as negociações e é um risco para todos nós. Para destruir nossos direitos, a empresa colocou duas pessoas do mercado e nós não podemos aceitar isso”.
A assembleia durou mais de três horas, com apresentações do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Zé Eduardo Dutra (Ineep), com Rodrigo Leão, sobre a geopolítca do petróleo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com Iderley Colombini, sobre como a estatal gera riqueza para o país e das perdas econômicas que a categoria está tendo.
A assessoria jurídica do sindicato, durante a assembleia, abordou os itens da proposta que estão sendo retirados e da importância da categoria reconhecer que ela tem Acordos Coletivos há 40 anos, fruto da luta coletiva. Normando Rodrigues abordou a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e explicou que os contratos não podem ser suprimidos pelas empresas de forma unilateral e explicou como funciona a mediação no Tribunal Superior do Trabalho.
O coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertou para o fato da nova gestão querer destruir a Petrobras e que isos passa a destruir o Acordo Coletivo dos petroleiros e sua organização.
As assembleias serão realizadas até a próxima sexta-feira (30).

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