CPI do Hospital da Mulher na Alerj prorroga prazo e convoca dois médicos para depor

Ex-diretor da unidade e mais um médico precisarão falar sobre casos que resultaram em mortes de bebês

Dois médicos foram convocados para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Hospital da Mulher na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). A convocação foi colocada em votação pela presidente da CPI, deputada Renata Souza (PSOL), e aprovada pelos demais integrantes da comissão.

“Estamos encaminhando neste momento a convocação de dois médicos que atenderam alguns dos casos que resultaram em mortes de bebês. São eles o Dr. Carlos Raposo, que foi por sugestão da nossa relatora, a deputada Enfermeira Rejane, e o Dr. Paul Hebert Dreyer, que já foi ouvido aqui uma vez porque era o diretor do hospital, mas agora iremos ouvi-lo a respeito dos casos que foram atendidos por ele”. disse Renata Souza.

Paul Dreyer era diretor médico do Hospital da Mulher e prestou seu primeiro depoimento no dia 2 de abril, junto com ex-diretora administrativa, Lívia Natividade. No mesmo dia do depoimento eles pediram demissão de suas funções.

Os ex-diretores foram responsáveis por uma nota polêmica divulgada em janeiro. A nota dizia que as mortes de bebês estariam sendo causadas por “ausência de pré-natal, doenças sexualmente transmissíveis contraídas pelas genitoras e o consumo de substâncias entorpecentes”. Após a exoneração dos diretores, o prefeito Adriano Moreno disse em entrevista que não tinha aprovado o teor da nota.

“Quando você dá uma nota daquela, dá a impressão de que as mães são culpadas. Elas são tão vítimas quanto os funcionários do hospital. São vitimas da estrutura que se instalou neste município. Aquela nota está errada, não foi dada com a minha autorização, nem da Secretaria de Comunicação. Foi dada em um momento de desespero pelos funcionários do hospital, que estão sendo acuados”, disse o prefeito na época.

O Hospital da Mulher está sendo investigado por 16 mortes ocorridas nos três primeiros meses do ano. Após a exoneração dos ex-chefes da unidade, assumiu a direção a médica ginecologista e obstetra Tânia Lydia Matosinhos. No início do mês passado, ela disse em audiência na Câmara Municipal que, após a troca na gestão da unidade, o número de mortes havia caído para duas.

Na última sessão da CPI do Hospital da Mulher na Alerj, nesta terça-feira (4), os deputados também aprovaram a prorrogação dos trabalhos por mais 90 dias. A deputada Renata Souza disse que espera não usar todo o prazo, mas que a prorrogação é importante para “podermos trabalhar com tranquilidade nestes últimos encaminhamentos da CPI”.

Além disso, foi aprovada pelos deputados uma perícia em documentos da época em que os óbitos foram registrados. A perícia será realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil.

Por fim, ficou definida a realização de uma audiência pública da CPI em Cabo Frio, no dia 17 de junho, em local a ser definido. Na conclusão dos trabalhos, a deputada estadual Marta Rocha (PDT) elogiou a colega do PSOL Renata Souza.

“Quero elogiar a maneira como a CPI está sendo conduzida. As deliberações trazidas hoje mostram o cuidado de conhecer efetivamente a verdade. Ao final, essa CPI terá uma grande coletânea de provas e elementos para trazer um relatório que vai encontrar a verdade sobre o que aconteceu, mas também contribuir para a melhoria dos equipamentos de saúde em Cabo Frio”, disse a deputada na sessão da CPI na Alerj.

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