Urbália: Legados e Legados

Cadê sua chave?

Qual é o seu legado para o Mundo? Num teste de personalidade, um dos meus anseios, pelo menos, seria deixar um legado após a morte, mas como isso é possível? Não é simplesmente trabalhando, nem aparecendo por todos os cantos.

Talvez o legado tenha haver com a sua capacidade de ser autêntico naquilo que se propõe a fazer. Diante de um manuseio qualquer, haverá marcas indeléveis no que foi feito, próprias de quem fez e isso é o que pode ser lembrado, caso as pessoas tenham o contato.

Pensa na arte e nas obras que te emocionaram? Pensa na música e naquilo que te emocionou? Podemos citar várias coisas e acredito que todas as coisas citadas terão a marca da autenticidade bem definida, bem cravada.

Jamila Woods lançou o álbum “Legacy Legacy” em que ela homenageia artistas nos quais, segundo ela, deixaram legados nos quais ela bebe, se influencia e produz. Artistas como Basquiat, Zora Neale Hurston e Nikki Giovanni.

Como ser criativo tem a ver com o fato de olhar o trabalho de outras pessoas para se obter inspiração, o caminho dela foi, no mínimo, digno. Como ela mesmo diz: “Parte de ser artista é consumo e marinação.” Entender a obra, sua autenticidade e fazer o seu, do seu jeito.

E através do entendimento, a proposta é ter a permissão para ao seu modo, fazer o mesmo, ou seja, ser autêntico e quem sabe, deixar um legado. Jamila Woods tá no caminho dela, busquemos o nosso.

Aliás, ouçam Jamila Woods, vale a pena!

*Fabio Emecê é mc, poeta e pesquisador musical, responsável pela Sessão do Malungo 

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