Câmeras flagram onça e outros animais silvestres em parque de Macaé

Isso se deu devido à pesquisa "Mapeamento e Conservação de Mamíferos Silvestres na Bacia do Rio Macaé (RJ)", da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Dez câmeras fotográficas digitais, equipamento com sensor, amarradas nas árvores do interior do Parque Atalaia, clicaram no período noturno 18 animais de grande e médio porte, como onça parda, gato do mato, cutia e outros. Isso se deu devido à pesquisa “Mapeamento e Conservação de Mamíferos Silvestres na Bacia do Rio Macaé (RJ)”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo está sendo realizado nesta reserva da Mata Atlântica desde 2016 pelo professor de zoologia Pablo Gonçalves e a professora de Ecologia, a bióloga Malinda Henry. Ambos são mestres e pesquisadores do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (antigo Nupem), da UFRJ.

O objetivo da pesquisa é saber quantas espécies há na área do parque. “Quantos animais ameaçados de extinção estão lá?”, questiona Pablo. “Uma aluna minha, Jana Silveira Rangel, analisou registros da primeira pesquisa em sua monografia de conclusão de curso, intitulada Mamíferos de Médio e Grande Porte na Porção Inferior da Bacia Hidrográfica do Rio Macaé”, diz Pablo. Outro aluno dele do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação do Nupem, Rodrigo Gessulli, vem estudando os impactos da rodovia RJ 162 nestes mamíferos silvestres.

“Todos estes estudos contam com amplo apoio da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade, principalmente com o biólogo coordenador do Parque Atalaia, Alexandre Bezerra”, pontua o pesquisador Pablo Gonçalves.

Para o coordenador do Parque Atalaia, a importância dessas pesquisas é que elas proporcionam melhor conhecimento da biodiversidade. “Assim, todos nós aprendemos a preservar de uma maneira eficaz a Mata Atlântica”, completa Bezerra.

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