Moradores de Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio, se mobilizaram por permanência das feiras urbanas

O ato foi chamado de "Marcha por Tamoios" e aconteceu no dia 5 de abril.

Moradores de Tamoios, distrito de Cabo Frio, reivindicaram seus direitos nesta sexta-feira (5). A população organizou uma manifestação para protestar sobre as mudanças anunciadas nas tradicionais feiras do distrito. O ato foi chamado de “Marcha por Tamoios”.  A mobilização aconteceu a partir das 17h, em frente Shopping de Unamar.

A notícia não agradou grande parte dos feirantes que afirmam que esse momento pode ser de grande importância para juntar todos os movimentos de Tamoios e lutar por várias demandas urgentes que o distrito enfrenta como: a permanência das feiras, revitalização da orla, saúde, transporte escolar, educação e iluminação pública.

Segundo a subprefeitura, o objetivo da mudança é garantir a segurança de todos. “A mudança foi pensada no sentido de melhorar a segurança. Caso haja algum acidente na Rodovia Amaral Peixoto, por exemplo, os carros podem atingir as feiras e o público. No caso de necessidade de desvio de trânsito, as feiras impossibilitam que o desvio passe pela Avenida Independência. Com a mudança de lugar, a Av. Independência fica livre, desobstruída, garantindo a segurança e a fluidez no trânsito”, explica ele.

As duas feiras serão realizadas no entorno do Espaço de Eventos, em Unamar. Aos sábados será realizada uma feira voltada para a agropecuária, enquanto no domingo, o espaço será destinado ao artesanato. Ambas vão ocupar as ruas Pargo e Badejo, contornando na Avenida Beira Mar, fazendo um “U”, deixando a Avenida Independência livre.

Porém, os feirantes não ficaram satisfeitos com a mudança. Segundo a presidente da associação Agroarte, Márcia Damasceno, responsável pela realização da feira, que acontece aos domingos na Avenida da Independência, em frente ao loteamento Santa Margarida, em Unamar, a Prefeitura impôs a decisão sem nenhum diálogo com os feirantes, que são a parte mais interessada no assunto. Além disso, em nenhum momento os feirantes foram comunicados oficialmente sobre a decisão, eles ficaram sabendo através da mídia.

A presidente reforça ainda que a mudança pode ser extremamente prejudicial aos feirantes. Entre os motivos citados está a proximidade com o mar, que pode afetar os produtos, a redução na visibilidade da feira, e a mudança inesperada de local.

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