Urbália: Djonga, enfrentamento e Realidade.

O caminho do rap atual

Djonga, rapper mineiro, lança hoje (13/03) o terceiro álbum de sua trajetória, chamado “Ladrão”. A capa tem uma cabeça de um membro da Klu Klux Klan em suas mãos, com ele todo ensaguentado, numa sala de estar, com uma senhora mais velha, de aparência serena.

Djonga tem se caracterizado por uma lírica em que ele aborda questões sociais e questões do ego, num entrelaçamento de sentimentos do que pode ser um jovem preto na contemporaneidade. É novidade? Não, nenhuma novidade, só que diante dos valores de ostentação e incentivo a uso indiscriminado de psicotrópicos, Djonga é surpreendente por estar entre os artistas preferidos da atual juventude.

Na segunda temporada de Atlanta, série idealizada pelo Donald Glover (Chidilsh Gambino), numa conversa entre rappers, um que já está no topo e outro em busca de ascensão, é dito que na indústria do entretenimento, do mercado, o espaço para pretos é registro. É como se houvesse sempre os da vez, pouco importando a qualidade de quem faz a música.

É algo que acontece por essas bandas e que possa justificar o interesse pelo Djonga? Sem respostas conclusivas. Um ponto interessante é o artista trabalhar com a possibilidade de distribuição do seu material de maneira acessível possível. Ele colocará o álbum disponível no YouTube a partir das 18h. Ele diz que nem todo mundo tem acesso as inúmeras plataformas de streaming, muita das delas, pagas.

Procurem os trabalhos do Djonga e se proponham a ouvir as coisas novas dele. É um artista que tá fazendo história aí na atual cena brasileira e por si só, vale a atenção!

*Fabio Emecê é mc, poeta e com bons ouvidos

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