Grasiella Magalhães reassume Prefeitura de Iguaba Grande e moradores protestam

o último dia 05 de outubro, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu o agravo regimental que afastava Grasiella do cargo de prefeita. Com isso, ela voltou a ocupar o cargo, o que suspendeu automaticamente a eleição suplementar.  

Por dois dias seguidos, moradores de Iguaba Grande protestaram contra o cancelamento da eleição suplementar. O município passaria por novas eleições no próximo dia 28 de outubro, mesmo dia em que acontecem as eleições do 2º turno das eleições gerais, após cassação do mandato da Prefeita.

Na segunda-feira, 08, cerca de quinhentas pessoas ocuparam as ruas da cidade. Parte da Rodovia Amaral Peixoto chegou a ser interditada pelos manifestantes. A maioria dos presentes estavam com roupas e bandeiras pretas, que seria um “simbolismo” ao luto pela política local. Ainda segundo a organização do protesto, além de moradores, os candidatos que estavam concorrendo ao cargo de prefeito também participaram do ato.

Já na  terça-feira, 10, o protesto foi dentro da casa legislativa. A sessão aconteceu com a assistência lotada e muitas manifestações. Mas, quando o vereador, Balliester Werneck, que estava como prefeito interino foi se pronunciar, o tumulto foi tão grande, que foi necessário o encerramento da sessão, mesmo antes da conclusão do expediente. Antes de encerrar a sessão foi confirmado que a votação das contas da prefeita serão votadas na próxima quinta-feira, 11. A previsão é que um novo ato seja realizado.

 

Atual situação política do município – No último dia 05 de outubro, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu o agravo regimental que afastava Grasiella do cargo de prefeita. Com isso, ela voltou a ocupar o cargo, o que suspendeu automaticamente a eleição suplementar.

Ana Grasiella Magalhães (PP) foi afastada do cargo após o STF ter cassado, no dia 30 de maio, uma liminar que a mantinha como prefeita do município.

Apesar de ter sido a candidato mais votada em outubro de 2016, Grasiella precisou entrar com um recurso para assumir o cargo porque o juiz eleitoral de Iguaba Grande negou o registro de sua candidatura. O magistrado entendeu que sua eleição constituiria efetivamente um terceiro mandato do mesmo grupo familiar, o que é ilegal. O sogro da candidata foi eleito, em 2008, para um mandato de quatro anos, mas renunciou seis meses antes das eleições de 2012 para permitir que a nora se candidatasse naquele pleito.

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