Polícia Civil de Rio das Ostras acredita que professora tenha sido estrangulada

Carla Pereira Melo foi sepultada às 8h da manhã de quarta-feira (22), no Cemitério de Itaocara, no Noroeste Fluminense, cidade natal da professora.

A sala de aula vazia, em plena quarta-feira (22) foi um sinal de luto pela morte da professora de matemática, Carla Pereira Melo, de 41 anos. A vítima morava em Rio das Ostras e lecionava em duas instituições de ensino, em Macaé e Rio das Ostras, na Escola Municipalizada Polivalente Anísio Teixeira (onde foi vista pela última vez, no sábado, dia 18) e Escola Municipal Alberto Jorge.

Na manhã de quarta-feira (22), alunos e professores fizeram orações. As aulas foram suspensas, e os educadores permaneceram na escola buscando resposta e atualização da morte de Carla.

Na unidade em que em a professora trabalhou por sete anos, o clima era de forte comoção. Cartazes de luto foram colocados nos portões e os colegas se reuniram a espera de solução para o crime.

Segundo a diretora da Escola Municipalizada Polivalente Anísio Teixeira, Sônia Maria Pereira Dias, Carla participou do sábado letivo, aplicou provas para as turmas e corrigiu as avaliações. “Ela ainda conversou comigo, sempre sorrindo, tranquila, discreta e muito competente”, detalhou Sônia, que enfatiza que só soube do desaparecimento no domingo (19), à noite, através das redes sociais.

“Na segunda-feira (20), pela manhã, começamos a nos mobilizar para encontrar a Carla. O irmão dela esteve na escola para saber se ela tinha vindo até a unidade de ensino, e a partir daí pra frente ficamos mais apreensivos”, relatou a diretora da escola.

Muito comovida com a notícia, a professora Jaqueline Santana disse que a vítima tinha combinado com o pai dos filhos de deixar as crianças com ele para ela cumprir o sábado letivo. “Por volta das 7h da manhã, Carla deixou o casal de filhos com o pai e veio para a escola. Ela trabalhou normalmente e foi embora às 11h30. Sabendo do seu desaparecimento, procuramos alguns comércios e residências próximo à escola e vimos, através de câmeras, a Carla entrando no carro. Não vimos ninguém suspeito e nem a seguindo”, explicou a colega de trabalho.

Jaqueline comenta ainda que Carla parou num fast food, no bairro Cavaleiros e comprou dois lanches para os filhos, como costumava fazer e deixou em casa com uma nota fiscal. O portão estava destrancado, e há suspeita que ela tenha saído de carro para buscar os filhos na casa do pai. A partir daí ninguém viu mais a Carla”, descreveu.

Investigação

O laudo da perícia do Instituto Médico Legal de Macaé ainda não pôde ser divulgado por determinação do próprio delegado de Rio das Ostras para não atrapalhar as investigações em curso.

Em contato com um dos inspetores da 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras, ele informou que os dados já foram coletados, porém a investigação ainda está muito ‘precoce’, e que é cedo para falar sobre o assunto. O inspetor disse ainda que existe uma hipótese de que a professora tenha sido estrangulada, e depois colocada já morta dentro do porta-malas do próprio veículo.

Outra suspeita é que três criminosos tenham participado do crime, onde dois homens estavam em outro carro, e o assassino estava no veículo da vítima.

Sepultamento
Carla Pereira Melo foi sepultada às 8h da manhã de quarta-feira (22), no Cemitério de Itaocara, no Noroeste Fluminense, cidade natal da professora.

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