Insegurança em Búzios volta a preocupar

Câmeras de segurança instaladas na cidade flagram assaltos;

Todos sabem do alto índice de violência no Brasil e Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro sempre viveu com uma taxa baixa de assaltos, roubas e assassinatos. Ao menos sempre teve uma sensação de segurança maior que a das cidades vizinhas.  Mas nos últimos anos a cidade começou a ver o número de a violência crescer. Em 2017 um coletivo de segurança foi criado por moradores do município, unindo a sociedade por um curto espaço de  tempo.

Carro da polícia  chega ao local do assassinato deste final de semana, ao lado do Porto da Barra, em Manguinhos Foto: Muchaco

Após um tempo de silêncio sobre atos violentos,  se revela a todos que Búzios ainda sofre com assaltos, roubos e assassinatos em seu território. Três  jovens foram flagrados pelas câmeras de segurança  no momento em que roubavam um mercadinho na Rua Manoel de Carvalho, centro de Búzios, no último mês de junho, por volta das 20h. Às imagens mostram o momento em que um dos rapazes retira a arma da cintura para render o caixa do estabelecimento. O  mesmo grupo é apontado como os responsáveis por outro assalto em um mercado  no trevo do Barbuda, bairro Manguinhos.

Homem morto neste fim de semana ao lado do Porto da Barra,  em Manguinhos. Foto: Muchacho

E nesse último fim de semana, um assassinato foi registrado pela Polícia Militar da cidade, ao lado do Porto da Barra, onde está acontecendo  parte do Festival Gastronômico, que aglutina bastante pessoas. Além de outro assalto, a uma loja, a Wayk Cosméticos que fica em Manguinhos.

Câmeras podem ajudar no combate a violência em Búzios e nos últimos anos, a tecnologia e as câmeras se tornaram verdadeira aliadas da segurança no mundo todo. No Brasil, diversas cidades contam com esse monitoramento – 24 horas por dia, apresentando queda na criminalidade em todas as localidades onde esse tipo de vigilância foi instalado. Em Búzios, não é diferente. Plantão de monitores de vigiam hoje, em uma Central Privada, em Manguinhos, dia e noite, câmeras de segurança nos bairros da Rasa, Manguinhos, Geribá e Centro. A medida, extremamente preventiva, tem contribuído com a queda da criminalidade nesses locais. Mas não parece ser a solução.

De acordo com a coordenação da Central de Monitoramento, em 2016, seis furtos em residência foram registrados em Geribá. Em 2017, com o monitoramento, esse número caiu pra um. No último verão, segundo eles, nenhum caso foi notificado a Central. As câmeras instaladas na Praça Santos Dumont, por exemplo, com visão de 360 graus e equipada com infravermelho, dispersou usuários e suspeitos de tráfico de drogas no centro de Búzios que ocupavam o local.

Desde julho de 2017, com a ampliação do número de câmeras no centro – Morro do Humaitá, Orla Bardot e Manoel Turíbio de Farias, numa iniciativa do PACTO – União das Entidades Empresariais, muitas situações desagradáveis foram evitadas através do monitoramento, como inúmeras brigas de ruas, som em alto volume no período da madrugada e uso de drogas ao longa da Orla Bardot.
A título de cooperação, a Associação Comercial e Empresarial de Búzios (ACEB) assinou recentemente com a Prefeitura de Búzios, acordo de cessão de imagens da Central de Monitoramento Privada para o Poder Público.

Mas os crimes seguem acontecendo nos bairros de Manguinho, Bosque de Geribá, Manguinhos, Rasa e outros.  Monitorar não é única ação a ser tomada, é fato. A cidade  está envolta em uma sensação de insegurança novamente, mas ainda a comunidade não conseguiu ainda se unir para enfrentar a questão de forma construtiva.

Comunicado da Polícia Militar

“O Comando do 25° BPM reforçou o policiamento no município de Armação dos Búzios, principalmente nos bairros de Manguinhos e Geribá. A ação visa proporcionar uma sensação de segurança para moradores, comerciantes e turistas. Nossas equipes realizarão também operações de revista nas divisas do município, coibindo assim a entrada de elementos que venham a cometer ilícitos na região.

Ajude a Polícia Militar! Denuncie:

190
(22) 26430190
(22) 26470190”

Editorial: A violência que a cidade rica não liga nem quer saber

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