Sexo Semanal – A Foda Nossa de cada Dia

Em 2014, o Perú tinha um blog e eu escrevia sobre sexo, decidi retomar o projeto agora no Prensa, vou reproduzir os que escrevi naquela época e os novos que virão. Enjoy

1Aceitei com muito medo e tesão o desafio de escrever uma coluna sobre sexo no Blog do ‘O Perú Molhado’ em 2014, sempre aos sábados. Na verdade eu sempre quis escrever sobre o tema, que é tabu e que sempre que o menciono percebo que as mulheres à minha volta se encolhem e ruborizam.
Falar de sexo não é tarefa fácil, o tema é envolto em recalques. Grande parte das mulheres quer conversar sobre sexo, trocar experiências, contar histórias, mas fomos ‘adestradas’ a desde muito cedo não falar  sobre gozar, libido ou fetiches, porque é feio e meninas comportadas, ou no meu caso mães de família, não falam sobre suas intimidades.
Mesmo no meio das mais descoladas,  modernas e aparentemente seguras, o medo e receio são mais fortes. Parece até que estamos cometendo algum pecado muito sério, ou que alguém a qualquer momento pode repreender o grupo pelos comentários. Tá certo, as vezes os comentários na mesa do restaurante são exagerados.
O tema desse meu primeiro artigo é  a ‘A foda nossa de cada dia’. Sim, porque todas nós merecemos. A pergunta é: Todo dia meia boca ou de vez em quando um espetáculo? Deixa eu explicar, não é fácil para nós mulheres chegarmos lá, é um processo. E nem sempre nossos parceiros estão dispostos a gastar esse tempo. E as fodonas passam a ser fodas, fodinhas até não rolar mais nada. Não, não, não, nem pensar. É hora de virar esse jogo.
A maioria das minhas parceiras de coluna – elas existem e fazem a coluna junto comigo – relatam suas opiniões e experiências dizendo que preferem uma foda espetacular, demorada e longa às rapidinhas. Não que as rapidinhas não sejam importantes, elas são. Mas são uma espécie de preparação, ou  treino. Especialmente para quem tem um parceiro fixo.
Foi interessante ver as reações à pergunta – Você prefere fodinhas durante a semana ou uma fodona no sábado?
Uma pulou da cadeira dizendo: “Lógico, uma fodona no sábado!”. Outra disse,  “peraí, mas por que sábado?”. Ok, eu não me expliquei direito, sábado é uma suposição, digamos que seja na segunda, não é questão de data, dia marcado, mas de capricho.
Outra amiga disse que o parceiro é muito bom e que ela fica muito satisfeita com uma vez por semana, que é maravilhoso e que ela ouve fogos de artifícios com orgasmos múltiplos e fica sem aquele tesão enorme, mas que transa com ele todos os dias apenas pelo prazer de vê-lo gozar.
Outra, essa não tem namorado e fã de uma badalação, me disse que a noite reserva muitas surpresas e que ultimamente tem sido muito difícil encontrar um cara disposto a gastar tempo, realizar fetiches, tudo é muito rápido, falta delicadeza. “A parada é que tem que estar a fim. Não dá pra transar sete vezes por semana só porque TEM QUE transar”, disse uma delas, que anda consumida pelos estudos, mas não deixa de reservar um tempinho para o prazer.
Sexo é um assunto muito complexo e divide mesmo as opiniões, causa frisson e quando uma começa a falar, os ânimos se exaltam. Nós mulheres adoramos contar umas para as outras nossas aventuras, mas que nosso parceiro nunca saiba e que nunca seja em grupo e nem com amigas das amigas. É tudo segredo, somos quase uma irmandade. E a dica é falar pessoalmente, nunca falar demais nos bate papos da vida, vai que uma delas dá um print?
Tenho uma amiga que sempre que conversamos me fala sobre seu “namormigo” (o namormigo é uma novo e raro espécime que se encontra com pouco frequência, é aquele cara que é teu amigaço e que sem querer você descobre que é bom demais de cama). Como é bom, sem cobranças, sem contagem, é só sempre ‘fodástico’ como ela mesma diz. E nada de dormir de conchinha, cada um na sua casa. Esse tipo realmente está cada vez mais escasso, quem tem que segure o seu.
Eu escrevo a coluna rindo e lembrando das conversas, de como é bacana ver as minhas amigas descontraídas, trocando experiências. Só posso desejar um mundo onde cada vez mais possamos falar de sexo sem o sentimento de culpa. Não vou mentir para vocês, estou com uma pontinha de medo das reações à essa coluna, mas todas as opiniões serão sempre bem-vindas.
Aliás, já elenco o tema do próximo sábado – Mulher sente tesão vendo o parceiro gozar? Será esse um fetiche exclusivo dos homens? Até semana que vem. :D

* A coluna é feita a muitas mãos, mande você também sua opinião sobre o tema da próxima semana. E não se acanhe, homem também pode participar  O sigilo é garantido, pode falar!Fale comigo no zap – 22 99290-2378 ou por e-mail – camilarauppcom@gmail.com

Leia também Mais do autor

Comentários estão fechados.

pendik escort kartal escort çekmeköy escort mersin escort türkçe altyazılı porno lezbiyen porno sex hikaye mersin escort bodrum escort