Pular para o conteúdo
Pesquisar
Degradê com CSS

STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos de prisão

Primeira Turma condenou o ex-deputado por coação no curso do processo; decisão ainda cabe recurso e deve ter impacto na disputa eleitoral de 2026
STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses; decisão gera impacto político nas eleições de 2026 I Crédit da Imagem: Reprodução
STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses; decisão gera impacto político nas eleições de 2026 I Crédit da Imagem: Reprodução

Fonte Folha de São Paulo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades estrangeiras contra o Judiciário brasileiro e tentar interferir no andamento da ação penal sobre a trama golpista, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além da pena de prisão, o STF fixou multa e determinou efeitos relacionados à vida pública do ex-parlamentar, como a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual ele estava afastado, e a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. A decisão ainda cabe recurso no próprio Supremo.

Julgamento na Primeira Turma

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

No voto, Moraes afirmou que a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior não poderia ser tratada como atividade parlamentar comum. Para o ministro, houve tentativa de constranger o Supremo por meio de articulações junto ao governo norte-americano, incluindo a defesa de sanções contra autoridades brasileiras.

A acusação da Procuradoria-Geral da República sustenta que o ex-deputado usou redes sociais, entrevistas e contatos políticos fora do país para tentar criar pressão internacional contra o STF, com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro no processo da tentativa de golpe de Estado.

Defesa questionou notificação e atuação de Moraes

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Durante o processo, a Defensoria Pública da União atuou na defesa porque o ex-parlamentar não indicou advogados ao STF.

A DPU pediu a anulação da ação e questionou a forma de notificação do réu, feita por edital. O órgão também alegou que Alexandre de Moraes não deveria participar do julgamento, sob o argumento de que o ministro seria um dos alvos das condutas atribuídas a Eduardo.

Moraes rejeitou as preliminares e afirmou que, no crime de coação no curso do processo, a vítima é a própria administração da Justiça. Para o relator, Eduardo tinha conhecimento da ação e não poderia se beneficiar da própria ausência do país para impedir o andamento do processo.

Eduardo critica decisão

Após a condenação, Eduardo Bolsonaro afirmou que o julgamento não respeitou o devido processo legal e voltou a defender que deveria ter sido notificado por carta rogatória, por estar nos Estados Unidos. O ex-deputado também criticou Alexandre de Moraes e disse que seu endereço no exterior seria conhecido.

Em nota, Eduardo classificou o julgamento como “sem pé nem cabeça” e afirmou que o objetivo da decisão seria “tirar meu nome das eleições”. Ele também disse seguir aguardando uma notificação regular, por carta rogatória, e sustentou que tomar conhecimento da acusação pela imprensa não substitui a citação prevista em lei.

O ex-deputado articulava participação nas eleições de 2026 como primeiro suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado.

Repercussão mira campanha de 2026

A condenação de Eduardo Bolsonaro deve entrar no centro da disputa política de 2026. Entre aliados do bolsonarismo, a decisão foi tratada como injustiça e usada para reforçar o discurso de perseguição judicial ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo e pré-candidato à Presidência da República, criticou a decisão e afirmou que o processo seria nulo. Ele também questionou a participação de Alexandre de Moraes no julgamento, sob o argumento de que o ministro seria parte interessada no caso.

O líder do PL no Senado, Rogério Marinho (RN), também reagiu à condenação e afirmou que o Judiciário não deveria adotar critérios diferentes conforme o acusado. Parlamentares da oposição compararam a atuação de Eduardo no exterior a movimentos feitos anteriormente por integrantes de outros partidos em organismos internacionais.

Do outro lado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a usar a condenação para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. Integrantes do PT classificaram a atuação de Eduardo nos Estados Unidos como tentativa de prejudicar o Brasil no exterior e defenderam a responsabilização do ex-deputado.

A disputa narrativa deve ter reflexo direto na campanha. Para o campo bolsonarista, o caso tende a ser apresentado como exemplo de abuso judicial e restrição política. Para o campo governista, a condenação reforça a tese de que houve articulação contra instituições brasileiras e contra interesses nacionais.

Caso pode gerar novos desdobramentos

A condenação ainda pode ser contestada por meio de recurso no próprio STF, como embargos de declaração. Como Eduardo Bolsonaro está fora do Brasil, a execução da pena também poderá envolver novas etapas jurídicas e diplomáticas.

Com a decisão de um órgão colegiado, Eduardo passa a se enquadrar nas regras da Lei da Ficha Limpa, o que pode deixá-lo inelegível sem necessidade de trânsito em julgado. O Supremo determinou a comunicação imediata ao Tribunal Superior Eleitoral.

O caso ocorre em meio a um cenário de tensão institucional envolvendo os desdobramentos da trama golpista e a relação entre decisões do Judiciário brasileiro, articulações políticas no exterior e a eleição presidencial de 2026.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

Noticiário das Caravelas

Búzios Feed

As melhores experiências de Búzios em um só lugar! Descubra histórias, dicas e memórias inesquecíveis dessa cidade paradisíaca. Compartilhe seu momento e faça parte dessa viagem!

Matérias Relacionadas

De Búzios para a universidade: curso preparatório coleciona aprovações e transforma trajetórias de estudantes

Reforma Tributária já exige planejamento: Grupo RJR cria Comitê Especializado para auxiliar empresas da Região dos Lagos

Microvasos: tratamento ajuda mulheres a recuperar a autoestima e a confiança nas pernas

Degusta Búzios tem inscrições abertas para a edição 2026

NOTÍCIAS DE GRAÇA NO SEU CELULAR

A Prensa está sempre se adaptando às novas ferramentas de distribuição do conteúdo produzido pela nossa equipe de reportagem. Você pode receber nossas matérias através da comunidade criada nos canais de mensagens eletrônicas Whatsaap e Telegram. Basta clicar nos links e participar, é rápido e você fica por dentro do que rola na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

[mailpoet_form id="2"]