O canto do galo anunciava que o amanhecer estava se aproximando. Era o despertador da época. Do quarto ouvia-se os passos singelos na cozinha, que seguiam em direção ao fogão à lenha, indícios de que um café fresquinho estava para ser coado em um filtro de pano. O dia começava bem cedinho no balneário buziano, que ainda pertencia à Cabo Frio, para as caiçaras, mulheres de pescadores que cuidavam da casa e dos filhos enquanto seus maridos saíam para pescar ou caçar. Estamos na década de 1960 e a vila de pescadores ainda não havia entrado para a lista dos destinos mais famosos do mundo.
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