Antes dos livros, dos arquivos e das fotografias, a história de Búzios era contada de boca em boca. Nas rodas de conversa, nos quintais, na beira da praia e nas embarcações dos pescadores, gerações transmitiram histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do município.
É essa tradição que será celebrada nesta quinta-feira (25), às 17h, no Cine Bardot, durante a programação especial do Dia Municipal de Valorização da Memória Oral Buziana, data criada para homenagear João do Banjo, poeta, músico e um dos grandes guardiões das histórias populares da cidade.
O evento acontece em um momento simbólico para a preservação da memória buziana. Neste mês, foi sancionada a lei que cria o Centro de Memória Buziano, proposta de autoria do vereador Anderson Chaves, destinada à preservação de documentos, registros históricos, fotografias, relatos e demais elementos que contam a trajetória do município.
Para o vereador, a coincidência entre as duas iniciativas redobra a importância de proteger não apenas os registros oficiais da cidade, mas também as histórias contadas pelos moradores que ajudaram a construir Búzios.
“A memória de uma cidade não está apenas nos documentos. Ela está nas histórias dos pescadores, dos artistas, das famílias tradicionais e das pessoas que viveram as transformações de Búzios ao longo das décadas.”
A programação reúne produções do Acervo da Imagem e do Som de Armação dos Búzios e começa com um curta sobre a vida e as canções de João do Banjo. Em seguida, o público poderá assistir a relatos de antigos personagens da cidade e ao documentário “A Vida que Brota da Pedra”, premiado no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, que retrata o Mangue de Pedra, um dos patrimônios ambientais mais singulares da região.
Para Anderson Chaves, preservar a memória oral é também preservar a identidade de uma cidade que cresceu, se transformou e ganhou projeção internacional sem perder suas raízes.
“Uma cidade que esquece sua história corre o risco de perder sua identidade. Preservar a memória buziana é garantir que as futuras gerações saibam quem somos, de onde viemos e o que queremos ser.”
A entrada é gratuita.



