Cinco dos seis vereadores de Teresópolis foram presos nesta sexta-feira (25)

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Cinco dos seis vereadores de Teresópolis alvos da Operação Ananás (abacaxi em francês) foram presos na manhã desta sexta-feira (25), em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil. Há sete mandados de busca e apreensão decretados, um deles na Câmara Municipal. Os vereadores são suspeitos de associação criminosa para a prática dos crimes de concussão e peculato.

Imagem reprodução G1

A investigação comprovou que os vereadores, agindo por conta própria, se uniram para exigir do ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano a indicação de empresas a serem contratadas, sem as devidas licitações, para realização dos serviços de iluminação pública municipal, serviços cemiteriais, estacionamento rotativo pago e saneamento básico no município.

Os parlamentares também exigiram a contratação de pessoas indicadas por eles para cargos comissionados no poder executivo. Para terem suas demandas atendidas, eles ameaçaram o ex-prefeito de rompimento político e cassação do mandato.

O vereador “Pastor Luciano” foi denunciado também por corrupção ativa. Ele é suspeito de oferecer a um ex-secretário do município o pagamento de R$ 300 mil por mês, em troca da indicação de uma empresa para prestação do serviço de coleta de lixo na cidade.

Já a vereadora Claudia Lauand é acusada de crime de peculato, por empregar em seu gabinete seu marido, Gerson Ribeiro dos Santos Júnior, e Rosana Gomes da Costa Santos, mesmo ciente de que eles jamais exerceriam qualquer função dentro da Casa. Rosana teria ficado com uma pequena parte dos R$ 5,7 mil referentes ao salário de chefe de gabinete. O restante do dinheiro, ela devolvia à vereadora. Diante dos fatos, a Justiça solicitou a devolução de quase R$ 90 mil aos cofres municipais.

 

Mandados de prisão

Claudia Lauand, a “Dra. Claudia”

Eudilbelto José Reis, o “Dedê da Barra”

Leonardo Vasconcellos de Andrade

Luciano dos Santos Cândido, o “Pastor Luciano”

Rocsilvan Rezende da Rocha, o “Rock”

Ronny Santos Carreiro

A operação é feita pelo grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim) do MP e a Delegacia Fazendária da polícia, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).


Com informações do G1 
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