Presente na rotina dos brasileiros, o café tem efeitos que variam conforme a quantidade consumida. Segundo a gastroenterologista e nutróloga Christian Kelly Ponzo, do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes), a cafeína atua no sistema nervoso central aumentando o estado de alerta, a concentração e reduzindo a fadiga.
De acordo com a especialista, a substância bloqueia a ação da adenosina, neurotransmissor ligado ao relaxamento e ao sono, além de estimular a liberação de dopamina e noradrenalina, o que pode melhorar o desempenho cognitivo e o humor. Em alguns casos, também pode provocar aumento leve da frequência cardíaca e da pressão arterial.
Segundo a médica, o consumo moderado — de até cerca de 400 mg de cafeína por dia — é considerado seguro para a maioria das pessoas saudáveis e pode trazer benefícios como ação antioxidante e possível redução de risco de algumas doenças.
Por outro lado, o excesso pode causar efeitos adversos como ansiedade, insônia, palpitações e agravamento de problemas gastrointestinais, como refluxo e gastrite. A qualidade do sono também pode ser prejudicada.
Entre as orientações, a especialista destaca evitar o consumo próximo ao horário de dormir, ter atenção à sensibilidade individual à cafeína e manter o hábito dentro de um estilo de vida equilibrado.



