Búzios recebeu alguns dos atletas mais resistentes do mundo. Entre 1º e 28 de maio, o Brasil Ultra Tri 2026 transformou o Clube Aretê em uma arena permanente de superação, reunindo competidores de 18 países em uma sequência de provas que colocaram a cidade no mapa global do ultra triathlon.
Reconhecida como a única competição oficial da modalidade na América Latina credenciada pela International Ultra Triathlon Association (IUTA), a prova é considerada uma das etapas mais importantes do circuito mundial e é frequentemente tratada pelos atletas como a Copa do Mundo do ultra triathlon.

O ponto alto da programação foi o Double Deca Contínuo, desafio equivalente a 20 Ironmans consecutivos. A prova reuniu oito atletas e teve como vencedor o polonês Jurand Czabanski, que estabeleceu um novo recorde mundial da distância ao completar 76 quilômetros de natação, 3.600 quilômetros de ciclismo e 844 quilômetros de corrida.




A edição também registrou outros resultados expressivos. A suíça Eva Hurlimann conquistou o Deca Contínuo com recorde mundial feminino. O colombiano Juan Valencia venceu o Quintuple Contínuo e estabeleceu novo recorde pan-americano. Já a brasileira Elisabete Rocha Fernandes entrou para a história ao se tornar a primeira mulher do país a completar o Triple Contínuo, alcançando também o recorde nacional da modalidade.
Para Daniel de Oliveira, campeão mundial, recordista pan-americano e idealizador do evento, a edição de 2026 confirmou a força que Búzios conquistou dentro do cenário internacional da modalidade.



“Quando criamos o Brasil Ultra Tri, o objetivo era trazer para o país uma prova capaz de dialogar com os maiores eventos do mundo. Hoje recebemos atletas de diversos continentes, temos recordes mundiais acontecendo em Búzios e vemos a cidade ser reconhecida internacionalmente dentro do ultra triathlon. Isso é motivo de orgulho para todos nós”, afirma.
Segundo Daniel, a estrutura encontrada no Aretê foi decisiva para que o evento alcançasse esse nível.
“O ultra triathlon exige uma logística extremamente complexa. São provas que duram dias e exigem suporte permanente. Encontramos no Aretê uma estrutura que poucos locais conseguem oferecer. Isso permitiu que o Brasil Ultra Tri crescesse e se tornasse uma referência mundial”, diz.
A realização da competição no Clube Aretê Búzios reforça uma estratégia que vai além do esporte. Ao longo de quase um mês, atletas, familiares, equipes técnicas e visitantes movimentaram hotéis, restaurantes, serviços e o comércio local, ampliando a exposição internacional do destino.
“Acreditamos no esporte como ferramenta de transformação e posicionamento de marca territorial. Receber uma competição desse porte mostra a capacidade do Aretê e de Búzios para sediar eventos internacionais de alta complexidade, gerando desenvolvimento econômico, turismo qualificado e projeção global para a cidade”, destaca a direção do empreendimento.

Com recordes mundiais, feitos inéditos para o esporte brasileiro e a presença de atletas de 18 países, a edição de 2026 encerrou-se deixando um legado que ultrapassa as linhas de chegada. Ao sediar uma das mais importantes competições de ultra endurance do planeta, o Aretê ajudou a consolidar Búzios como uma das capitais mundiais do ultra triathlon.



