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Mais de mil escolas indígenas têm internet rápida

Mais de mil escolas indígenas têm internet rápida
Mais de mil escolas indígenas têm internet rápida

O Brasil celebra neste domingo, 19 de abril, o Dia dos Povos Originários com um avanço importante na garantia de direitos e na redução de desigualdades. O projeto Aprender Conectado alcançou a marca de mil escolas indígenas conectadas, beneficiando 57.835 alunos com internet de alta velocidade em todo o país.

Esse resultado representa um passo decisivo para que a tecnologia deixe de ser um privilégio das áreas urbanas e passe a apoiar a preservação da memória, das línguas maternas e o fortalecimento da autonomia das comunidades.

"Nós somos resultado de muitas lutas. Um povo que busca igualdade, inclusão e o fim da discriminação há mais de dois séculos", afirma Denise Augusto, primeira mulher a dirigir a Escola Municipal Indígena Francisco Faria, na Aldeia Água Branca (MS). Para ela, a chegada da conectividade marca uma mudança profunda.

"Hoje sabemos que os saberes tradicionais podem ser registrados, compartilhados e apresentados a quem quiser conhecer a nossa cultura. A educação nos permite acompanhar as transformações da sociedade e acessar oportunidades que antes nos eram negadas", enfatiza.

Desbravando o Brasil

De acordo com o Censo Escolar, o Brasil tem 3.541 escolas de educação básica em áreas indígenas. Muitas estão em regiões remotas, o que traz grandes desafios logísticos. O Aprender Conectado atua para superar essas barreiras, garantindo conexão de qualidade.

Segundo Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (Eace), responsável pela execução do projeto, entre as escolas indígenas já conectadas, 718 utilizam satélite e 302 contam com fibra óptica. Além disso, 508 unidades receberam geradores solares de energia.

"A conectividade nessas regiões só é possível com uma combinação de tecnologias. São soluções pensadas para superar desafios logísticos e garantir que a internet chegue a cada estudante", pontua.

É o caso da Escola Dom Bosco, em São Gabriel da Cachoeira (AM), município com cerca de 50 mil habitantes — dos quais nove em cada dez são indígenas — e localizado a mais de 850 quilômetros de Manaus. Lá, a professora Luísa Trindade Veloso afirma que a conectividade trouxe um novo olhar para o futuro.

"A internet provocou uma mudança visível. Ampliou o embasamento das pesquisas e aumentou o envolvimento dos alunos", diz, evidenciando a transformação já percebida no dia a dia das escolas.

Estratégia nacional

O projeto Aprender Conectado tem como objetivo levar internet de alta velocidade a cerca de 40 mil escolas públicas em áreas remotas do país. Desse total, 21 mil já estão conectadas.

O projeto faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelos Ministérios da Educação e das Comunicações, que busca garantir conexão de qualidade em 138 mil escolas em todo o Brasil.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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