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Curitiba tem mais idosos que crianças e exige novo cuidado

Curitiba tem mais idosos que crianças e exige novo cuidado
Curitiba tem mais idosos que crianças e exige novo cuidado

Curitiba já tem mais moradores com 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela Prefeitura de Curitiba. A capital paranaense soma 328 mil pessoas idosas, o equivalente a 17,9% da população, enquanto o grupo de 0 a 14 anos reúne 290 mil moradores, ou 15,8% do total. O município também registra cerca de 48 mil habitantes com 80 anos ou mais.

A inversão demográfica observada em Curitiba ocorre em um contexto nacional de envelhecimento populacional. De acordo com o Censo Demográfico 2022, o Brasil tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representava 15,6% da população. O mesmo levantamento apontou crescimento de 56% desse grupo em relação a 2010, quando havia 20,6 milhões de idosos no país.

A mudança no perfil etário amplia a necessidade de reorganização do cuidado dentro das famílias. Em muitos lares, filhos e netos passam a acompanhar pais e avós em consultas, exames, internações, controle de medicamentos, alimentação, banho, prevenção de quedas e atividades rotineiras. O desafio tende a ser maior quando o idoso mora sozinho, apresenta perda gradual de autonomia ou precisa de apoio após uma internação.

Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada pela pesquisadora Ana Amélia Camarano, aponta que a maior demanda por cuidados remunerados ocorre ao mesmo tempo em que há menor oferta de cuidadores familiares, em razão de fatores como fecundidade abaixo do nível de reposição, maior participação das mulheres no mercado de trabalho e mudanças nos arranjos familiares.

Segundo Bruno Butenas, fundador da Geração de Saúde, empresa especializada em cuidadores de idosos, a procura por apoio profissional costuma crescer quando a família percebe que a rotina deixou de ser segura sem acompanhamento.

"Muitas famílias só procuram ajuda depois de uma queda, uma internação ou uma situação de esgotamento. Mas existem sinais anteriores que merecem atenção, como esquecimento de remédios, dificuldade para tomar banho, alimentação irregular, medo de ficar sozinho, perda de mobilidade ou confusão em alguns períodos do dia. Quando o cuidado é planejado antes da crise, a família consegue organizar melhor a rotina e reduzir riscos", afirma.

O avanço da idade não significa, necessariamente, perda total de independência. Em muitos casos, o idoso ainda mantém autonomia para diversas atividades, mas precisa de apoio em horários específicos, como no banho, na alimentação, na medicação, em consultas, exames ou deslocamentos. Essa demanda tem levado famílias a buscarem modelos mais flexíveis de cuidado, com plantões pontuais, acompanhamento por algumas horas ou suporte em momentos de maior vulnerabilidade.

A demanda também se intensifica em situações de maior fragilidade, como recuperação após cirurgias, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), diagnóstico de Alzheimer, Parkinson, demências, quedas recorrentes ou internações prolongadas. O Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, estima que cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais conviva com demência, o equivalente a aproximadamente 1,8 milhão de pessoas, com projeção de 5,7 milhões de casos até 2050.

Para Butenas, o cuidado profissional não substitui o vínculo familiar, mas pode ajudar a reduzir a sobrecarga e organizar uma rotina mais segura.

"O cuidador não entra para afastar a família. Ele entra para apoiar a rotina, observar sinais de alerta, ajudar em tarefas delicadas e permitir que filhos e netos tenham mais qualidade na relação com o idoso. Muitas vezes, a família deixa de viver apenas a parte pesada do cuidado e consegue retomar momentos de convivência mais afetiva", explica.

Na prática, o apoio ao idoso pode envolver desde acompanhamento domiciliar até cuidador hospitalar, plantões emergenciais, ajuda em consultas, exames, pós-operatório, passeios e períodos específicos do dia. Serviços com esse perfil tendem a ganhar relevância em cidades que envelhecem rapidamente, especialmente quando a família precisa conciliar trabalho, filhos, deslocamentos e a atenção necessária ao idoso.

A Geração de Saúde atua com cuidadores de idosos em atendimento domiciliar, hospitalar e pontual, com formatos que podem ser adaptados à necessidade da família, desde apoios por poucas horas até plantões mais longos. A empresa atende situações como acompanhamento em casa, consultas, exames, internações, pós-operatório, alimentação, medicamentos, banho, mobilidade e rotina de idosos que precisam de apoio para manter segurança e autonomia.

Mais informações sobre os serviços estão disponíveis no site da Geração de Saúde: www.gscuidadoresdeidosos.com.br.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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