Pular para o conteúdo
Pesquisar
Degradê com CSS

Descarte de resíduos farmacêuticos exige gestão segura

Descarte de resíduos farmacêuticos exige gestão segura
Descarte de resíduos farmacêuticos exige gestão segura

A gestão de resíduos farmacêuticos vem se consolidando como um dos principais desafios estruturais para o sistema de saúde brasileiro e para a sociedade em geral. O descarte inadequado de medicamentos e materiais relacionados não apenas compromete o meio ambiente, como também representa riscos diretos à saúde pública e à segurança sanitária.Estudo desenvolvido por uma acadêmica da Universidade de Iguaçu (Unig) indica que o Brasil gera entre 10 e 28 mil toneladas de resíduos de medicamentos por ano, sendo até 13,8 mil toneladas provenientes de uso domiciliar. Além disso, cerca de 20,55% da população mantém medicamentos vencidos em casa, e 7,2% chegam a utilizá-los nessas condições, evidenciando a gravidade do problema. No cenário global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 15% dos resíduos gerados por atividades de saúde em todo o mundo sejam considerados perigosos, incluindo materiais infecciosos, tóxicos, cancerígenos e radioativos. Em regiões mais vulneráveis, apenas 25% das unidades de saúde possuem serviços básicos de gestão desses resíduos, o que evidencia a dimensão do problema. Para Renata Machado Lima Donnici, CEO da MLD Pharmaceutical Waste Solutions e especialista em compliance regulatório e gestão de resíduos farmacêuticos, o tema deve ser tratado como prioridade estratégica.

"O descarte inadequado de medicamentos impacta diretamente a saúde coletiva. Ele contribui, por exemplo, para a resistência antimicrobiana e amplia riscos ambientais que afetam comunidades inteiras. Além disso, expõe instituições de saúde a passivos regulatórios significativos", afirma. Segundo ela, o enfrentamento do problema exige uma abordagem estruturada, baseada em protocolos técnicos, governança e capacitação contínua dos profissionais envolvidos. "Não se trata apenas de cumprir exigências legais. É necessário integrar o gerenciamento de resíduos à estratégia das instituições de saúde, garantindo segurança, rastreabilidade e responsabilidade ambiental", salienta.

Regulação, governança e compliance como pilares estruturais

No Brasil, a gestão de resíduos farmacêuticos está inserida em um arcabouço regulatório robusto que inclui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a RDC n.º 222/2018 da Anvisa e a Resolução CONAMA n.º 358/2005, além de normas estaduais e municipais. Mais do que atender a requisitos legais, esse cenário exige a implementação de programas estruturados de compliance, capazes de garantir governança, rastreabilidade e controle ao longo de toda a cadeia de gerenciamento de resíduos. Esse modelo está fundamentado no princípio da responsabilidade compartilhada, que envolve geradores, transportadores e destinadores, demandando alinhamento operacional e rigor na execução de cada etapa.

"O compliance regulatório deixou de ser apenas uma exigência normativa e passou a ser um componente estratégico para a sustentabilidade e a segurança das instituições de saúde. A ausência de controles adequados expõe organizações a riscos relevantes, incluindo sanções, passivos ambientais, responsabilização legal e danos reputacionais", explica Donnici. Segundo a especialista, a adoção de frameworks de compliance aplicados ao gerenciamento de resíduos farmacêuticos permite estruturar processos, padronizar rotinas, fortalecer auditorias internas e assegurar conformidade contínua com as exigências regulatórias.

"Quando o compliance é integrado à operação, é possível antecipar riscos, aumentar a eficiência dos processos e garantir maior segurança para pacientes, profissionais e para o meio ambiente", pondera.

Controle de processos e rastreabilidade como fatores críticos

A gestão eficiente de resíduos farmacêuticos envolve uma cadeia complexa, que exige integração entre áreas técnicas, operacionais e regulatórias. O processo demanda controle estruturado e visão sistêmica, desde a geração de resíduos até sua destinação final.

"Falhas no início da cadeia, especialmente na identificação e classificação dos resíduos, podem comprometer todo o sistema de gerenciamento, gerando riscos ambientais, sanitários e financeiros", frisa Donnici. Nesse contexto, a padronização de processos e a implementação de protocolos consistentes tornam-se fundamentais para garantir segurança e conformidade.

A adoção de tecnologias digitais também vem ganhando espaço como ferramenta de suporte à gestão, permitindo maior visibilidade, rastreabilidade e controle de informações ao longo de toda operação.

"Quando há integração entre processos, tecnologia e compliance, as instituições conseguem reduzir falhas, aumentar a eficiência e mitigar riscos de forma significativa", destaca.

Sustentabilidade e evolução das práticas no setor

Além de exigências regulatórias, existe a demanda por práticas mais sustentáveis no gerenciamento de resíduos farmacêuticos. Instituições de saúde têm sido pressionadas a adotar abordagens que reduzam impactos ambientais, promovam o uso mais eficiente de recursos e estejam alinhadas a princípios de responsabilidade socioambiental. Nesse contexto, a gestão de resíduos deixa de ser apenas uma obrigação e passa a integrar a estratégia institucional, conectando compliance, sustentabilidade e governança.

"Há um movimento claro no setor de saúde em direção a práticas mais responsáveis e estruturadas. A gestão adequada de resíduos passa a ser vista não apenas como requisito regulatório, mas como parte essencial da agenda de sustentabilidade das organizações", menciona Donnici.

Impactos financeiros

A má gestão de resíduos farmacêuticos também gera impactos financeiros relevantes. Segundo Donnici, a classificação incorreta pode elevar significativamente os custos operacionais, ao direcionar resíduos para tratamentos mais complexos do que o necessário. Além disso, há riscos de penalidades regulatórias, paralisações operacionais e danos reputacionais.

"A não conformidade compromete a credibilidade das instituições perante pacientes, parceiros e órgãos reguladores. Isso gera consequências financeiras no médio e longo prazo, além de afetar a confiança no sistema de saúde", conclui. Para saber mais, basta acessar: https://mld-s.com/home/

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

Noticiário das Caravelas

Búzios Feed

As melhores experiências de Búzios em um só lugar! Descubra histórias, dicas e memórias inesquecíveis dessa cidade paradisíaca. Compartilhe seu momento e faça parte dessa viagem!

Matérias Relacionadas

Prolagos inicia 8ª edição do programa Pioneiros com jovens da rede pública da Região dos Lagos

“Todo Mundo no Rio” abre credenciamento para ambulantes em show de Shakira em Copacabana

Patrulha Maria da Penha realiza palestras em escolas de São Pedro da Aldeia

Ostrascycle celebra 30 anos com quase 200 horas de shows em Rio das Ostras

NOTÍCIAS DE GRAÇA NO SEU CELULAR

A Prensa está sempre se adaptando às novas ferramentas de distribuição do conteúdo produzido pela nossa equipe de reportagem. Você pode receber nossas matérias através da comunidade criada nos canais de mensagens eletrônicas Whatsaap e Telegram. Basta clicar nos links e participar, é rápido e você fica por dentro do que rola na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

[mailpoet_form id="2"]