Brasileiro teria que receber salário mínimo de R$ 3.585,05 para manter uma família

O valor tem como base levantamento feio pelo DIEESE, que leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele

O brasileiro teria que receber, em dezembro de 2017, um salário mínimo no valor de R$3.585,05 para manter de forma adequada uma família de quatro pessoas. O valor é equivalente a 3,83 vezes o valor atual do salário mínimo, que é de R$ 937,00.

Os dados foram levantamentos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE. O estudo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Ainda segundo o órgão, em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

O órgão também é responsável por calcular as variações da cesta básica. Este ano, o valor diminuiu em todas as Capitais.  Porém, entre novembro e dezembro, o valor voltou a subir em 14 cidades; Entre elas Recife (1,31%), João Pessoa (1,42%) e no Rio de Janeiro (2,78%).

Diante desses dados, o DIESSE informa ainda que em dezembro de 2017, o tempo médio necessário de trabalho para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 04 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em

85 horas e 58 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 42,52% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 42,47%.

Cesta básica no Rio de Janeiro – A cesta do Rio de Janeiro custou R$ 418,70 em dezembro de 2017, um aumento de 2,78% em relação a novembro. Foi o terceiro maior valor da cesta básica entre as 21 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação foi de -5,64%.

Entre novembro e dezembro, dos treze itens pesquisados, apenas a batata apresentou variação negativa, com recuo de 2,96%. Dentre os produtos que aumentaram de preço, destacam-se o arroz (11,44%), a banana (8,51%) e o café (7,55%). No ano de 2017, nove produtos tiveram variação  redução nos valores médios dos preços, com destaque para o feijão (-32,78%); a banana (-30,24%); e o açúcar (-25,20%). Dos quatro itens que registraram aumento, destacam-se a manteiga (25,49%) e o café (14%).

Em dezembro de 2017, o trabalhador carioca cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou, para aquisição da cesta, cumprir jornada de trabalho de 98 horas e 19 minutos. Em novembro, esta jornada foi de 95 horas e 39 minutos. Já em dezembro de 2016, foram necessárias 110 horas e 56 minutos.

O custo da cesta no Rio de Janeiro, em dezembro de 2017, comprometeu 48,57% do salário mínimo líquido. Em novembro, o percentual exigido foi de 47,26%. Já em dezembro de 2016, demandou 54,81% do salário mínimo.

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