Audiência pública aponta problemas na segurança pública de Casimiro de Abreu

Comissões de segurança e assuntos municipais da Alerj estiveram presentes na reunião.

Na tarde da última segunda-feira (27), foi realizada, na Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, uma audiência pública conjunta sobre a segurança pública na cidade. Idealizada pelo Conselho Comunitário de Segurança Pública (CCSP) de Casimiro de Abreu, o evento contou com a participação da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e da Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional, ambas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

As deputadas estaduais Martha Rocha e Marcia Jeovani, presidentes das respectivas comissões, conduziram o debate. A reunião contou com a presença de vereadores, policias militares e civis, guardas municipais, o CCSP local e de outros municípios vizinhos, além de membros de associações da sociedade civil.

Estavam presentes também o major Hudson, representando o 32ª Batalhão da Polícia Militar; delegado Geraldo Rangel, chefe da Polícia Civil; o secretário municipal de Ordem Pública, José Luiz; a secretaria municipal de Educação, Nícia Maria e o inspetor da Policia Civil, Celso Alvez, representando a delegada titular do município, Juliana Rattes.

Uma das maiores queixas da população casimirense, nos últimos tempos, tem sido a insegurança. Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública (CCSP), Wellington Lima, a reunião contou com a presença de vários agentes da Policia Militar para explicar a situação precária da segurança no município.

“A insegurança tem se instalado no município. E como o conselho tem contato direto com a população, percebemos isso. Temos pouco efetivo policial na cidade, poucas viaturas e uma população que está crescendo. O fato das viaturas terem que ir a Macaé abastecer também prejudica diretamente a quantidade de patrulhamento. Afinal acaba faltando combustível nos carros”, explicou Lima.

Em Casimiro de Abreu, uma cidade de aproximadamente 41 mil habitantes, o efetivo da Polícia Militar conta com apenas 70 agentes, incluindo os que cuidam da administração interna da Companhia e os que estão atualmente de licença médica. Cada turno tem aproximadamente 17 policiais.

Na ronda municipal estão cerca de 10 agentes, divididos entre as três viaturas existentes na cidade. Duas viaturas ficam responsáveis pela área de Barra de São João e duas pela sede do município. Cada carro normalmente ficam dois agentes. A viatura do Grupo de Ações Táticas Especiais (GAT) fica responsável por toda a região e seus respectivos distritos.

“É de grande importância uma reunião desse tipo no município, porque essas questões só podem ser resolvidas pelo estado. E a Alerj tomando conhecimento disso pode propor medidas para frear o crescimento da criminalidade na cidade. Nunca tinha acontecido uma audiência pública dessa proporção”, analisa do presidente do CCSP.

Outras questões também listadas pelas autoridades presentes  foram a falha eletrônica no cadastramento de ocorrências ou a falta de investimentos em monitoramento. A deputada estadual Márcia Jeovani ressaltou a importância do investimento na educação no combate à criminalidade.

“Segurança não é só dar uma arma na mão do guarda e mandar ele “se virar”. Existe todo um treinamento, físico, psicológico, não são todos que andam armados. Precisamos desmistificar essa ideia. Acredito muito no investimento em educação, lazer, esporte cultura. Tirando os jovens da rua, teremos segurança.”

A audiência foi transmitida ao vivo pela página da Câmara Municipal no Facebook. O vídeo pode ser visto aqui. 

Reconhecimento
Após audiência pública, o CCSP entregou a policiais militares e civis, além de agentes da Guarda Municipal, um certificado de Mérito Comunitário. A comenda foi pensado por conta do trabalho dos agentes junto ao Conselho Comunitário de Segurança Pública de Casimiro.

“Eles tem nos ajudado monitorando os grupos de WhatsApp e procurando da melhor maneira possível atender a população”, comentou o presidente.

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