Árbitro de vídeo

Dentro da rede, Jô comemora o gol do Corinthians contra o Vasco (Foto: Marcos Ribolli)

Foi o Jô colocar o braço na bola durante a 24ª rodada do Brasileirão no jogo em que o Corinthians venceu o Vasco por 1 X 0 e pronto! Meio mundo reclamou e a CBF, despertada de seu eterno cochilo dominical, bateu na mesa anunciando árbitro de vídeo na rodada seguinte!

Desajuste, petulância e incompetência! Após a notícia, novamente, meio mundo quis saber como funcionaria a engenhoca. Então a CBF percebeu que: 1) Alguns estádios não preenchem os requisitos básicos para instalação dos equipamentos; 2) Agora o recurso do vídeo poderia beneficiar o líder? 3) Não havia pessoal técnico preparado para a função; 4) Os árbitros de campo precisam de treinamento; 5) Isso poderia mexer com regras do esporte; 5) O recurso seria utilizado para quais situações? 6) Haveria alteração no tempo de duração das partidas?

Pensar e planejar para ajustar de forma adequada, não é o carro chefe da CBF. Utilizar o recurso, principalmente, a fim de calar a opinião pública é um erro.

Eu tenho receio de ver o esporte decidido pela tecnologia. No entanto, isso é uma nostalgia semelhante aquela de ver o craque da seleção jogando nossos campeonatos nacionais. A coisa mudou! E é por isso que devemos testar sim o árbitro de vídeo.

A pulga que habita os fundos da minha orelha é que a coisa permaneça ainda que dando errado. Afinal, no futebol brasileiro é assim: tem coisas que só atrapalham, mas entram em campo toda semana.

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