“O Búzios Fight Night está no mapa do MMA”, entrevista com a lenda Pedro Rizzo

Pedro Rizzo no BFN aguardando a luta do atleta de sua equipe. Foto Agência Prensa de Babel
Pedro Rizzo no BFN aguardando a luta do atleta de sua equipe. Foto RauppCom

A lenda do MMA, Pedro Rizzo, esteve presente no 1º Búzios Fight Night (BFN), idealizado pelo mestre de Jiu-Jitsu, morador de Búzios Marco Chuck, e também pelo meste de MMA Petterson Melo e o empresário Jean Mancini.

Rizzo, nascido em 1974, também conhecido como The Rock (A Rocha), foi treinado pelo não menos lendário Marco Ruas, e ficou famoso por seu estilo de luta onde disparava potentes chutes (o famoso Low Kick) nas pernas dos adversários.

E esse respeitado veterano de lutasdo  UFC e do Affliction, campeão do WVC, que derrubou nomes como Josh Barnett, Andrei  Arlovski, Tank Abbott (com um nocaute em 1998), Mark Coleman, Dan Seven, Ricco Rodriguês e Kensha Morock, , hoje é um treinador de campeões como José Aldo e Raoni Barcelos.

Humilde e simpático aceitou ser entrevistado pelo Prensa, enquanto aguardava a luta de um dos seus novos discípulos: Junior Luiz, que derrotou o argentino, até então invicto, Rodrigo El Topo, na luta internacional do BFN neste sábado (27) em Búzios.

Prensa de Babel: Como se sente sendo chamado de Lenda do MMA?

Pedro Rizzo: Acho muito legal. Já parei de lutar a tanto tempo, e se a galera ainda lembra assim é porque fiz coisas legais. Saí do UFC há tanto tempo, que foi a melhor fase da minha carreira, e todo mundo até hoje exalta o low kick . Sou da época do Vale Tudo, sem luva.  Época dos torneios de três lutas em uma noite. Fui campeão do WVC. Depois tive uma carreira de kick boxer. Acho que é uma boa história.

Prensa: Já contou quantas lutas non currículo?

Rizzo: Se for fechar aminha carreira, foram 67 lutas ao todo. Mas hoje o que me faz aparecer são meus atletas.  Hoje sou treinador na minha academia a Rizzo RVT. O (José) Aldo é meu aluno desde novo,  e tem o Ronaldo jacaré,  o Raoni Barcelos. A academia está sempre aberta novos talentos do MMA. Eu hoje vivo pra carreira deles.  Aquela  adrenalina de lutar acabou, e cada vez que um deles entra parece que eu vou entrar junto  também.  Está tudo aqui ainda vivo no coração.

Prensa: Um discípulo seu vai lutar aqui hoje no Búzios Figth Night, não é isso?

Rizzo: Sim. É júnior Luiz, que tem um excelente  strike. Vai lutar com um especialista de chão, que é argentino Rodrigo El Topo. Vamos tentar manter a luta em pé. Mas ele tá pronto pra cair. Tem que estar pronto pra tudo.  E esperamos ganhar de nocaute.

Prensa: Você falou sobre o Júnior buscar manter a luta de pé e o El Topo ser um especialista de chão.  Você fez história com o low kick, potentes chutes que desestabilizavam o adversário. Seus discípulos também acabam tendo essa marca no estilo de luta deles?

Rizzo: É (risos) ficou mesmo muito marcado o low kick.   Realmente eu usei muito dessa arma (golpe). O mais importante é que são três gerações, quem criou o low kick foi o Marcos Ruas, de quem fui aluno, depois eu usei, e hoje o José Aldo, que é meu aluno, usa. O qaue acontece é que hoje os garotos estão tão evoluídos, há tantas outras armas. O low kick é só mais uma no arsenal deles. Na época a gente era mais brigador, e fixava em uma coisa só. Hoje os caras são mais versáteis, caem no chão, tomam porrada , derruba , são bons de chão.  Na minha academia Trabalho muito em cima low kick, treinam low kick todo dia, mas meus alunos também são preparados pra qualquer situação de luta. Temos que evoluir com o esporte, não podemos ter um cara com um soco só, um chute só.

Prensa: O que acha do BFN já começar tendo esse porte e essa repercussão?

Rizzo: Búzios já tem uma marca no Rio de janeiro. Quem não passou uma adolescência em Búzios, umas férias? Acho que tem que ter mais eventos assim em toda Região dos Lagos. Especialmente Búzios, porque é um lugar turístico e tem que ter mais eventos pra trazer gente.  Agora, por exemplo, é inverno e é uma forma de trazer gente pra se hospedar na cidade.  Pra começar, em um evento como esse não vem só o lutador. Vem a família, amigos, membros da academia que ele treina, a equipe do lutador. Cada equipe no mínimo tem cinco pessoas. Um evento com 10 lutas são 20 lutadores, isso já começa a movimentar. E hoje o MMA  já foi aceito por diferentes classes e, idades e sexo.  Búzios tem tantas pousadas, é uma opção de turismo também.  Mas também espero que outras cidades façam, não é  um evento caro.

Prensa: Você  então já era um frequentador de Búzios?

Eu já sou frequentador de Búzios Há muitos anos. E é até uma prazer trazer um atleta pra lutar em Búzios, no outro dia, quando acaba o serviço, a gente já pega uma praia (rindo).

Prensa: Daqui pode sair futuros destaques do UFC?

Rizzo: Acho que o começo é sempre em ume vento como esse. O Aldo começou em um evento pequeno que era dentro da academia.  Virou campeão do mundo. Grandes campeões começaram em eventos pequenos.  A gente vê o cara lá brilhando no UFC,  mas todo mundo tem um começo.  O Búzios Fight Night já está oficializado como um dos melhores lugares pra começar. O evento já está no mapa do MMA.

Leia também Mais do autor

Comentários estão fechados.