Rede Globo e Ditadura Militar – A verdade revelada em um bar de Búzios

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Foto de 2008, eu tinha 26 anos – eu me sentia velho. Por que será? Era estudante de comunicação e trabalhava de caixa, era recém-casado e ia ser pai pela primeira vez. A foto foi tirada pelo jornalista Marcelo Lartigue. Foi o começo da minha vida.

Por Victor Viana (Da série Crônicas Pessoais)

Há uns anos atrás trabalhava de caixa no extinto restaurante Boom, em Búzios, trabalhava a noite e estudava de manhã, que dureza! Um cliente antigo da casa, um daqueles coroas que vivem de renda, típico em Búzios. Morador de Ipanema e sempre na casa de Búzios passeando, conversava com os garçons. De repente ele me chamou: “Victor, você que é da comunicação, escuta essa!”.
Eu fui, e ele disse: “Eu estava bebendo em um bar lá em Copacabana e um militar, já de cabeça branca, sargento se não me engano, me contou que nos primórdios da TV Globo os militares aprenderam um carregamento de equipamentos de vídeo-difusão contrabandeados por comunistas. O Dr. Roberto Marinho propôs aos milicos que se eles dessem esses equipamentos a ele, teriam então um espaço sempre aberto para divulgarem as glórias da ditadura. Ele não deve ter chamado o regime dos generais de ditadura e sim de revolução. O cliente do restaurante completou dizendo que o velhinho militar, de lagrimas nos olhos, disse: “E depois a Globo nos traiu e apoiou os que eram contra a revolução!”.

Eu e os outros estávamos ouvindo atentos a história, eu então me achando, já que foi ele que disse que eu era da comunicação, emendei outra história dizendo: “É, e depois o Roberto Marinho pediu mais uma concessão – um outro canal-  de TV ao General Figueiredo e ele se negou, se vingou, deu o canal para o Silvio Santos!”. Todos ficaram comentando bem sobre aquele enlace de fatos relacionados à ditadura e a Rede Globo de Televisão. O que eu fiz foi somente  lembrar de um fato que vi na TV – Inclusive na própria Rede Globo – e juntar com a história do coroa de Ipanema.

Mas analisando agora, como realmente as duas histórias se completam mesmo! Como faz sentido se postas juntas uma depois da outra! Eu não posso provar nada da história que o cliente do restaurante contou, mesmo sendo uma fonte segura – gente que vive de renda bebendo em bar em Búzios é gente de confiança! – mas que dá um filme de conspiração, ou um livro desses que vendem pra caramba, isso dá.

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